Folha Vitória Dia das mães com mais proximidade e muitos cuidados

Dia das mães com mais proximidade e muitos cuidados

Estudos de eficácia das vacinas já mostraram que, embora sejam uma importante forma de conter o crescimento da pandemia, nenhuma delas é 100% eficaz para evitar a doença

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Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
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Trezentos e sessenta e cinco dias depois, um dia das mães um pouco diferente. Se em 2020 boa parte das mães passaram o segundo domingo de maio longe dos filhos, dessa vez, aquelas que já foram vacinadas poderão comemorar esta data tão especial um pouco mais de perto.

Aos 76 anos, a Maria Gilma Santana Barcelos não vê a hora de poder reunir a família para o tradicional almoço de domingo do dia das mães. “No ano passado foi cada um na sua casa, mas esse ano estão combinando um almoço, se organizando para passar o dia aqui. Nem todos vão poder estar aqui, mas graças a Deus vou poder ficar mais perto”, contou.

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Quatro filhos, dez netos e cinco bisnetos. É quando ela pensa na família que a saudade mais aperta. “É muito triste a gente querer estar com eles e não poder. Não poder ver, abraçar. Estou acostumada a estar sempre junto com eles nessas datas especiais: dia das mães, natal, ano novo… sentimos muito com essa distância”, completou.

Mesmo depois de receber a segunda dose da vacina, Maria Gilma diz que não se descuida quando o assunto é a pandemia. Máscaras, álcool e distanciamento fazem parte da rotina da idosa há mais de um ano.

“Eu fiquei em casa direto, sempre me prevenindo. Agora eu tomei as duas doses, mas saio só quando preciso e sempre com máscaras. Tem que se prevenir, não podemos dar bobeira para o vírus. Mas esse ano estou mais animada. Não vejo a hora de ver todos aqui”, disse empolgada.

Tristeza na linha de frente

Acompanhando de perto a doença, em 2020, a fisioterapeuta Ludmila Miranda também precisou passar o dia das mães longe dos filhos. “Foi um pouco triste, porque eu fiquei longe deles. Diante de tudo que estava acontecendo, eu estava trabalhando na linha de frente, ficamos com receio, por isso eles ficaram longe”, contou a fisioterapeuta

Foto: Reprodução TV Vitória
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Foram cerca de 40 dias longe dos filhos, que ficaram na casa da avó. “Foram dias tristes, de coração apertado, a gente só se falava por ligação e chamada de vídeo”, completou.

Imunizada, este ano promete ser diferente. Além de comemorar o dia das mães, a família vai comemorar os 18 anos do filho mais velho da família. “Esse ano vou poder estar perto deles pq já fui imunizada, então eu á posso ficar mais perto deles. Esse ano meu filho faz 18 anos, não poderemos comemorar.

Cuidados permanecem mesmo depois da vacina

De acordo com especialistas, é exatamente assim que os vacinados devem se comportar.

“A vacina garante uma proteção individual, não coletiva. A proteção coletiva teremos quando mais de 70% da população estiver vacinada”, explicou a infectologista Euzanete Maria Cozer.

Ainda segundo a infectologista, é preciso interromper a circulação do vírus antes de voltarmos à rotina normal.

“Até lá, precisamos manter todos os cuidados, com máscara, isolamento e distanciamento social. Quem está vacinado está protegido, mas pode pegar a doença de forma mais leve”, explicou.

Estudos de eficácia das vacinas já mostraram que, embora sejam uma importante forma de conter o crescimento da pandemia, nenhuma delas é 100% eficaz para evitar a doença. O risco de se infectar é menor do que se a pessoa não fosse vacinada, mas mesmo assim existe.

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