Folha Vitória Elder Marim: “O ponto principal são as pessoas, não podemos errar com elas”

Elder Marim: “O ponto principal são as pessoas, não podemos errar com elas”

Fundada em 1976 e contando com um moderno e eficiente parque industrial, com 110 mil metros quadrados de área construída e mais de 800 colaboradores, a Proteinorte tem hoje capacidade de abater até 150 mil aves

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Foto: Vitor Machado e Everton Nunes
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Elder Marim é diretor-superintendente da Proteinorte, uma das maiores indústrias de alimentos de origem avícola do Espírito Santo e detentora da marca Kifrango. 

Fundada em 1976 e contando com um moderno e eficiente parque industrial, com 110 mil metros quadrados de área construída e mais de 800 colaboradores, a Proteinorte tem hoje capacidade de abater até 150 mil aves por dia e vem reafirmado sua vocação de produzir alimentos de altíssima qualidade e sabor, seguindo os mais rígidos padrões de qualidade internacionais.

Qual é o seu conceito de liderança?

Acredito que liderança é algo que se conquista através do exemplo, dedicação e do respeito. Não há liderança por imposição, por cargo. Um bom líder é aquele que incentiva e mostra às pessoas que o trabalho delas é importante e, claro, valoriza as pessoas. Se você dá bons exemplos, as pessoas vão te seguir e te respeitar.

Por que você foi considerado líder no seu segmento?

Existe uma ligação muito forte entre empresa e empresário. O desempenho das marcas no mercado tende a se refletir na imagem de seus gestores. A Kifrango é uma marca conhecida e respeitada, e as pessoas que estão na gestão da empresa acabam também sendo conhecidas pela liderança de mercado. 

Quais são os pilares de uma liderança de sucesso?

Respeito e valorização das pessoas, além de honestidade e uma boa estratégia de comunicação interpessoal.

Quais são os maiores desafios e conquistas da liderança?

Quando você é líder, acaba sendo muito exposto, as pessoas sempre olham para você e esperam alguma coisa diferente. Todos querem que você aponte o caminho certo, mas, muitas vezes, a gente não tem certeza desse caminho. É preciso contar com as pessoas para construir esses caminhos, e o processo de sucesso ou de fracasso tem que ser dividido para que todos possam crescer como pessoa e como profissional. Tudo que tenho hoje foi conseguido com muita luta, muita dedicação. Já passei por vários setores da empresa e isso contribuiu muito para chegar ao ponto de ser escolhido como líder, é algo que a gente não tem controle, simplesmente acontece com base nas nossas atitudes.

Como motivar pessoas e alinhar os propósitos dos colaboradores com os da empresa?

Esse é um grande desafio! A comunicação precisa fluir naturalmente em todas as direções, apesar de termos tecnologia para tudo hoje em dia, as reuniões, a capacitação e as discussões em grupo são fundamentais para que tudo esteja alinhado. Não basta ter propósito e plano estratégico se as equipes não conhecem e não estão engajadas com esses objetivos. Quando as pessoas fazem parte desse processo de construção, tudo acontece naturalmente, pois todos fizeram parte dos objetivos que foram construídos. 

Em que momento e circunstância o líder não pode errar? Por quê?

Acho que é impossível não errar, somos humanos. Trabalhamos sob pressão o tempo todo, o nosso mercado é altamente competitivo e demanda decisões diárias, mas acredito que o ponto principal ainda são as pessoas, não podemos errar com elas, devemos ser justos e saber reconhecer os bons profissionais, porque perder pessoas boas na equipe é muito caro para a empresa e para os líderes.

Este momento desafiador pelo qual estamos passando, por exemplo, pode servir como uma oportunidade para os líderes? Se sim, de que forma?

Toda crise gera desconforto, é natural. Claro que o que estamos vivendo é algo novo, fora da curva, não se trata apenas de um problema econômico, vai muito além disso e as pessoas estão trabalhando sempre no limite. Mas em toda crise existem oportunidades. Acredito que esse é um momento importante de revermos muitas coisas internas, melhorar processos, reavaliar estratégias, capacitar as pessoas. A pandemia vai passar e as empresas devem pensar no depois, exercitar sua capacidade de enxergar oportunidades no futuro, porque elas virão.

Que comportamentos e atitudes caracterizam o líder do futuro?

Vejo o líder do futuro cada vez mais conhecedor de pessoas. Estamos vivendo um momento onde a diversidade ganha cada vez mais espaço nas empresas, os jovens, por exemplo, que já nasceram conectados, têm um perfil de trabalho totalmente diferente. Os líderes do futuro terão que se adaptar muito mais e criar formas de atrair e reter essas pessoas com projetos atrativos para todos. 

Que futuro você quer para você, sua empresa e seus liderados?

A gente sempre quer um futuro bom para todos, é difícil dizer como será o amanhã, mas eu penso que, se trabalharmos bem o presente, as chances de sucesso sempre serão grandes.

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