Folha Vitória Empresário morre de embolia pulmonar e médico alerta sobre as complicações da doença

Empresário morre de embolia pulmonar e médico alerta sobre as complicações da doença

Terceira causa de morte cardiovascular no mundo a patologia pode ter origem com o tromboembolismo venoso

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No último dia 18 de agosto, o empresário Jean Carlos Garcia Rocha, de 31 anos, morreu em virtude de uma embolia pulmonar, depois de ter sido levado para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência, em Vitória, onde passou por uma cirurgia devido uma fratura no fêmur. Durante um evento de moto, no Sambão no Povo, na noite dia 12 de agosto, ele tentava realizar uma manobra em alta velocidade, quando caiu e atingiu um carro que estava estacionado no local. 

Ele estava prestes a ter alta, mas seu quadro de saúde apresentou piora, devido as complicações respiratórias.

Apesar de ter sido algo repentino e inesperado neste caso do empresário, a embolia pulmonar é a terceira maior causa de mortalidade cardiovascular no mundo, atrás apenas do acidente vascular cerebral (AVC) e do infarto agudo do miocárdio (IAM). No Brasil, de acordo com o DATASUS, de julho de 2017 a junho de 2019, a média de dias de internação por esta doença superou a média por infarto agudo do miocárdio e por acidente vascular cerebral. 

A cirurgiã vascular e angiologista Moriane Lorenzoni, explica que a complicação geralmente está relacionada ao Tromboembolismo Venoso (TEV), que compreende a trombose venosa profunda (TVP) – um coágulo de sangue nas veias das pernas ou pelve. “O problema maior é quando este coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, em um processo chamado de embolia, que pode ficar presa no cérebro, nos pulmões, no coração ou em outra área, levando a lesões graves”, diz.

O tromboembolismo venoso é uma condição que pode evoluir para embolia pulmonar em 15% dos casos. “É uma situação bem complexa, que coloca a vida do paciente em risco, em função da insuficiência respiratória aguda, gerando grande dificuldade para respirar. Para o tratamento é fundamental a aplicação de medicamentos anticoagulantes” orienta.

Indícios

Apesar de ser um problema muito ligado a idade, adolescentes e adultos jovens também podem ser acometidos, especialmente as mulheres que fazem uso de pílulas anticoncepcionais. Esse tipo de medicamento pode interferir com a coagulação do sangue. Junto a isso, o sedentarismo e a postura sentada prolongada podem contribuir ainda mais para o tromboembolismo.

Dentre os sintomas que servem de alerta, estão: a dor na panturrilha, não muito intensa, mas capaz de dificultar o andar, e o inchaço no pé e na perna. “No consultório, é possível fazer testes complementares para detectar o problema, O ultrassom com doppler venoso é o exame de imagem mais realizado nestes casos”, adianta.

Prevenção

O fato de sermos bípedes e hoje ficarmos boa parte do tempo sentados ou em pé dificulta, pela ação da gravidade, o retorno do sangue aos pulmões. Por isso, a médica orienta que a atividade física aeróbica é fundamental para contribuir neste processo e, assim, evitar complicações. “Exercícios como caminhada, corrida e ciclismo propiciam melhor amplitude respiratória, estimulam a circulação e, por meio da contração muscular nas pernas, imprimem maior velocidade para o retorno do sangue. Por isso, o sedentarismo é sempre prejudicial para a nossa saúde”, relaciona.

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