Entenda o perigo de combinar bebida alcoólica e medicamentos

Os ansiolíticos, por exemplo, podem ter seu efeito sedativo aumentado ou provocar insuficiência respiratória

Foto: Divulgação
Folha Vitória

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Enquanto cresceu em 38% a venda de bebida alcoólica nas distribuidoras do país no período da quarentena, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras drogas (Abead); aumentou em até 30% a venda de medicamentos contra ansiedade, insônia e depressão durante a pandemia, de acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Espírito Santo (Sincofaes), Edson Daniel Marchiori.

Os números podem não estar relacionados entre si, mas trazem um alerta importante: evite a combinação de remédio e álcool. A farmacêutica Raigna Vasconcelos explica que tanto o álcool como o medicamento são metabolizados pelo fígado. “Quando os dois são ingeridos juntos pode potencializar ação do remédio provocando efeitos colaterais diversos, como intensa dor de cabeça, intoxicação, vômito e outros ainda mais graves”, acrescentou.

Segundo ela, a intensidade do efeito da combinação álcool e remédio está diretamente relacionada com o tipo de medicamento ingerido. “Os ansiolíticos, por exemplo, podem ter seu efeito sedativo aumentado ou provocar insuficiência respiratória. É um perigo”, alertou Raigna.