Folha Vitória Especialista dá dicas para cuidar da audição durante comemorações de fim de ano

Especialista dá dicas para cuidar da audição durante comemorações de fim de ano

Comemorações em locais fechados com som alto e fogos de artifício pode causar danos à audição

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Foto: Divulgação / Pexel
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A virada deste ano será diferente para muitas pessoas em razão da pandemia do novo coronavírus. Segundo orientações sanitárias de órgãos de saúde, as famílias devem evitar o risco de grandes aglomerações. As festas, mesmo reduzidas e em casa, podem trazer riscos que vão além da covid-19, como danos à audição com aparelhos de som em alto volume ou pelo uso de artefatos que emitem ruído intenso, como foguetes comemorativos.

O excesso de barulho causado por fogos de artifício e por equipamentos com volume exagerado pode gerar males diversos, como dor de cabeça, estresse, alterações no sono e hipertensão.

Mais do que isso, o barulho indevido pode gerar traumas sonoros com possibilidade de resultar na perda de capacidade auditiva. Isso pode ocorrer porque as células nervosas do ouvido, quando expostas a barulho prolongado, podem morrer.

O otorrinolaringologista Stenio Dias falou à Agência Brasil sobre o tema. Ele alerta para os danos que este tipo de exposição pode causar à audição.

“[Esse tipo de exposição] pode gerar uma surdez oriunda do trauma acústico. Quando o trauma é muito intenso, [a surdez] pode ser irreversível. A intensidade da lesão é dependente do tempo de diagnóstico e tratamento. Se tratado precocemente o índice de resolução é alto, cerca de 90%. Se demorar, [a falta de tratamento] pode gerar uma lesão no nervo”, explicou.

Por isso, o primeiro cuidado deve ser o de prevenir a situação. Quem está em festas com som alto ou em local onde haverá foguetes deve evitar ficar perto da fonte emissora de ruídos. O médico recomenda que as pessoas não fiquem em ambientes com volumes acima de 80 decibéis por mais de 30 minutos. Uma alternativa é fazer intervalos e buscar locais com menos ruído.

Já quem trabalha em atividades com alto índice de exposição a sons intensos deve respeitar as restrições de distanciamento, e também adotar providências para proteger os ouvidos, como o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Caso a pessoa sinta algum desconforto, o médico destaca a importância de procurar um profissional o mais rapidamente possível para avaliar a situação e, em caso de um diagnóstico positivo, iniciar tratamento.

“Quem apresentar zumbidos, incômodos ou até dor, deve procurar um médico otorrino, pois é reversível se tratado precocemente”, pontua o médico.

FONTE: Agência Brasil

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