Folha Vitória Estudante capixaba cria vaquinha para arrecadar R$ 48 mil para fazer cirurgia de risco no olho

Estudante capixaba cria vaquinha para arrecadar R$ 48 mil para fazer cirurgia de risco no olho

Monyqui Monequi foi diagnosticada com retinopatia diabética, uma pequena hemorragia interna nos olhos, que prejudica a visão

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Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
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Monyqui Monequi, estudante de Jornalismo, de 24 anos. 

A estudante de jornalismo Monyqui Monequi, de 24 anos, criou uma vaquinha online para arrecadar cerca de R$ 48 mil. O dinheiro é necessário para fazer uma cirurgia de risco nos olhos, devido a um diagnóstico de retinopatia diabética, que são pequenas hemorragias internas na região da retina. 

Atualmente, a estudante mora no bairro Monte Belo, em Vitória. Ela contou à reportagem do Jornal Online Folha Vitória que foi diagnosticada com a doença no dia 10 de julho deste ano, quando fez exames de rotina nos olhos.

A médica que lhe atendeu informou que a complicação já estava avançada no olho direito e que seria necessário que Monyqui fizesse uma fotocoagulação — um procedimento a laser. 

"Eu perguntei: 'Doutora, quanto tempo eu tenho para fazer a operação?'. Ela me disse que eu tinha 30 dias para operar, senão acabaria ficando cega. Saí do consultório, sentei na calçada e chorei muito depois do atendimento", relatou.

A jovem conseguiu fazer o agendamento para realizar o procedimento a laser. Ela conta que a retinopatia diabética é uma doença proliferativa e, depois de um mês, havia avançado bastante.

Devido ao avanço, quando chegou à clínica, Monyqui se deparou com mais uma surpresa: não poderia fazer a fotocoagulação. Em vez disso, teria de fazer duas cirurgias de risco, custando R$ 24 mil cada uma. "Fiquei pensando em como iria arrecadar esse dinheiro". 

Em meio a um caminho que parecia não ter saída, Monyqui publicou um vídeo nas redes sociais, divulgando a vaquinha, e obteve um resultado inesperado. No dia 13 de agosto, amigos, familiares e seguidores começaram a compartilhar sobre a campanha.

Famosos compartilham e ajudam com arrecadação dos recursos financeiros

Mas o que mais surpreendeu a estudante foi que até famosos, como o cantor gospel Anderson Freire, o jogador da seleção brasileira Richarlison e o meio-campo do Flamengo Yuri César, entraram em contato com ela para ajudar com valores ou compartilhando nas redes sociais. 

A jovem relatou também que uma pessoa desconhecida entrou em contato com ela e ofereceu ajuda, dizendo que tentaria a cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS), já que ela não tem plano de saúde.

"Uma pessoa entrou em contato comigo e disse que tinha o contato do assessor do deputado Alexandre Xambinho. Logo depois, a assessora dele me pediu que eu fosse a um posto pedir um encaminhamento de urgência para o Hospital Evangélico", contou.

Jovem sofre com diabetes desde criança

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
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Monyqui contou que é diabética há 19 anos. Quando criança, tinha a alimentação controlada pela mãe. 

Ela ressaltou que depois que se tornou mais independente passou fazer as próprias escolhas do que iria ou não comer. 

Com o tempo, essas decisões começaram a trazer consequências, entre elas a visão embaçada.

"Não é fácil. Eu tive que trancar a faculdade de novo. Mas, apesar dessa dificuldade, vejo o cuidado de Deus em tudo. Sempre falo com minha mãe que o meu milagre vai virar notícia", disse. 

Como uma jovem que possui devoção a Deus, ela ainda destacou que acredita em uma cura sobrenatural, antes mesmo de fazer a cirurgia. 

"Eu tenho tanta fé. Eu creio que antes de fazer a cirurgia, Deus vai me curar e surpreender todo mundo".

A rotina e o investimento

O relato da estudante é de que a rotina dela foi completamente mudada após o diagnóstico, e agora precisa seguir o tratamento à risca para evitar um avanço ainda mais drástico da doença. 

Para medir a glicose no sangue, ela precisa furar o dedo de cinco a seis vezes por dia, sempre antes de comer, além de aplicar a insulina. Um processo que não pode ser negligenciado. 

A jovem explicou que está tentando fazer o procedimento cirúrgico pelo SUS, mas não descarta a possibilidade de pagar pela cirurgia. 

Caso consiga vaga no atendimento público, ela vai investir o dinheiro já arrecadado com a vaquinha em uma espécie de bomba de insulina, uma tecnologia com sensor que mede a glicose. Portanto, em vez de furar o dedo todos os dias, essa medição será feita por sensor.

"É uma tecnologia muito prática. Se a minha glicose abaixar e eu estiver dormindo, a bomba emite um alerta para que seja aplicada a insulina. O custo dela é de R$ 13 mil a R$ 15 mil", explicou. 

A vaquinha online ainda está aberta para quem quiser doar. Os valores são de acordo com a condição que cada pessoa pode oferecer.

Foto: Divulgação / Vanquinha Online
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