Folha Vitória Ex-namorado é condenado a 23 anos de prisão pelo assassinato de Gabriela Chermont

Ex-namorado é condenado a 23 anos de prisão pelo assassinato de Gabriela Chermont

A sentença foi proferida na noite desta quinta-feira, após três dias do júri popular sobre o caso. Julgamento aconteceu 24 anos depois da morte da jovem

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O empresário Luiz Cláudio Ferreira Sardenberg foi condenado a 23 anos de prisão pela morte da estudante Gabriela Regattieri Chermont. Ela morreu aos 19 anos ao cair do 12º andar de um apart hotel, na avenida Dante Michelini, na orla de Camburi, em Vitória. O caso aconteceu em setembro de 1996. Na época, Luiz Cláudio era namorado da vítima.

A sentença foi proferida na noite desta quinta-feira (12) após três dias do júri popular sobre o caso, que teve início na última terça-feira (10). A conclusão do caso se deu mais de 24 anos após a morte da jovem e depois de o julgamento ter sido adiado por nove vezes ao longo desses anos. O último adiamento aconteceu em abril deste ano, devido à pandemia do novo coronavírus.

De acordo com o assistente de acusação do caso, Cristiano Medina da Rocha, o juiz entendeu que Luiz Cláudio assassinou Gabriela. "Graças a Deus, conseguimos a condenação. Todas as qualificadoras foram reconhecidas pelo juiz. O réu agrediu a vítima e depois a jogou pela janela", afirmou.

Ainda segundo Rocha, a acusação solicitou a decretação da prisão do acusado, que saiu do tribunal diretamente para o presídio.

Ao longo deste terceiro dia de julgamento, realizado no Fórum Criminal de Vitória, na Cidade Alta, além do depoimento do réu, foram feitas as alegações finais dos advogados de defesa e de acusação, além do Ministério Público. Todas as testemunhas de acusação e de defesa foram ouvidas nos dois primeiros dias.

Relembre o caso

Gabriela Chermont morreu no dia 21 de setembro de 1996, após cair de um prédio na orla de Camburi, em Vitória. A hipótese de suicídio foi descartada logo no início das investigações e Luiz Cláudio Ferreira Sardenberg passou a ser o principal suspeito pelo crime.

Para os promotores do Ministério Público à época, ele teria empurrado e jovem da sacada do apartamento. No entanto, a defesa do empresário alega que Gabriela cometeu suicídio.

O caso aconteceu em um flat da família do empresário. Segundo familiares de Gabriela, os dois haviam rompido o namoro e Luiz Cláudio não aceitava o fim do relacionamento.

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O acusado chegou a ter a prisão decretada e ficou nove meses foragido, em 1997. No entanto, a prisão foi revogada pela Justiça. 

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