Folha Vitória Família confirma que corpo encontrado em Vila Velha é de pescador desaparecido

Família confirma que corpo encontrado em Vila Velha é de pescador desaparecido

A informação é da filha de Gildazio de Jesus Santos, Daiane Souza, que reconheceu o corpo no DML de Vitória, juntamente com o irmão, Daniel Souza

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Foto: Divulgação
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O corpo encontrado no mar de Vila Velha, na semana passada, é mesmo do pescador Gildazio Jesus Santos, de 52 anos, que desapareceu após o barco onde ele estava naufragar na costa do Espírito Santo, há mais de duas semanas. A informação é da filha de Gildazio, Daiane Souza, que reconheceu o corpo no Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, juntamente com o irmão, Daniel Souza.

Segundo Daiane, um exame de DNA será feito na próxima quarta-feira (02), para confirmar a identificação do corpo. No entanto, ela afirma não ter dúvidas de que o corpo é mesmo do pai. "Eu e ele reconhecemos o corpo. Mas estamos aguardando o DNA, que a gente vai fazer no dia 2, para comprovar certinho se é ele mesmo. Mas a gente o reconheceu", afirmou.

Gildazio estava no barco Petrel, junto com outros três pescadores, quando a embarcação apresentou problemas mecânicos, no dia 13 de maio, perto da costa de Vila Velha. Os colegas de Gildázio foram resgatados dois dias depois, em Aracruz, no norte do estado. Gildázio, no entanto, não foi localizado e as buscas continuaram.

Há duas semanas, a reportagem da TV Vitória/Record TV conversou com Waldeck, conhecido como Cutia, que estava no mesmo barco que Gildazio. Ele também é pescador e comandava a embarcação.

Cutia explicou que tudo aconteceu depois que a estrutura de baixo do barco, chamada de serpentina, teria quebrado. Neste momento, segundo ele, Gildazio tomou a decisão de pular do barco em alto-mar. "Ele se apavorou e, sem avisar nada para nós, caiu dentro d'água sozinho, por conta própria", relatou.

No entanto, os filhos de Gildazio não acreditam nessa versão. Segundo eles, o pai é pescador há 40 anos e tem bastante experiência. Para eles, é pouco provável que Gildazio tenha pulado da embarcação.

"Meu pai tem 52 anos e 40 anos de experiência no mar. Meu pai começou a trabalhar novo. Ele fala que, quando começou a entrar água no barco, meu pai pega um tambor e pula na água. Como, se tem dez coletes salva-vidas no barco, meu pai ia pegar um tambor, e em alto-mar? Ele sabe que iria cansar e uma hora ele ia soltar. É mentira isso. Eu não creio nessa informação", afirmou Daniel à TV Vitória, na ocasião.

Cutia informou ainda que chamou o socorro da Marinha minutos depois que identificou que o barco estava com problemas e enchendo de água. Entretanto, segundo familiares de Gildazio e Cutia, a Marinha não chegou a tempo.

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