Folha Vitória Filha de professora assassinada em Jardim da Penha, em Vitória, não quer ouvir fala do pai; homem é suspeito do crime

Filha de professora assassinada em Jardim da Penha, em Vitória, não quer ouvir fala do pai; homem é suspeito do crime

Segundo a prima da vítima, a criança está rejeitando todas as lembranças do pai

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Foto: Reprodução TV Vitória
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A família da professora Kátia Matos, de 49 anos, morta dentro do apartamento em que morava, em Jardim da Penha, em Vitória, conversou com a equipe de reportagem da TV Vitória/RecordTV e contou como tem sido os dias da filha dela. A criança de 11 anos estava em casa quando o crime aconteceu. De acordo com a Polícia Civil, o principal suspeito, o cabo da PM Márcio Borges é marido de Kátia e pai da menina. 

Uma prima da vítima contou que o casal estava junto desde 2006. "A gente fala da mãe pra ela também, mas quando falamos do pai ela não diz nenhuma palavra, inclusive tudo que ela vê dele, pede para jogar fora", contou a prima da professora. 

Ainda segundo a familiar, o pai da professora passou mal após o enterro e segue internado. Assim que o homem receber alta médica, deve decidir o futuro da neta. Enquanto aguarda, a menina está na companhia de tios e primos.

O relacionamento entre o casal sempre preocupou a família de Kátia. Após uma agressão, em 2016, a vítima conseguiu uma medida protetiva contra o marido. "Ele tinha colocado uma arma na boca dela, além de ter agredido fisicamente. Machucou até a filha, não foi querendo agredi-la, mas acabou acertando a menina", contou a familiar. 

Após o episódio, Katia acabou reatando com o marido. Com a família contra o relacionamento, ela evitava falar sobre o casamento. Ainda de acordo com a prima, após o crime, a família descobriu que as brigas dentro do apartamento eram constantes. 

Os familiares da professora retornaram poucas vezes ao apartamento onde a mulher foi morta. Buscaram roupas, brinquedos e documentos da criança. Segundo a prima da vítima, o apartamento será alugado e o valor servirá para custear as despesas da menina, que tem recebido apoio psicológico. 

O pai da criança continua preso no Quartel de Maruípe, na capital. Ainda de acordo com familiares, ele teria conversado com uma assistente social e tentou buscar informações sobre a filha e feito alguns pedidos. 

*Com informações da repórter Suellen Araújo da TV Vitória / TV Record 

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