Folha Vitória Fiscalização vai fechar bares da Grande Vitória que insistirem em funcionar após as 22 horas

Fiscalização vai fechar bares da Grande Vitória que insistirem em funcionar após as 22 horas

Fiscalização será intensificada a partir desta sexta-feira, segundo o Corpo de Bombeiros. O objetivo é evitar as aglomerações nesses estabelecimentos

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A fiscalização em estabelecimentos noturnos, como bares e restaurantes, será intensificada a partir desta sexta-feira (11) na Grande Vitória, segundo o Corpo de Bombeiros. O objetivo é evitar as aglomerações nesses locais. O estabelecimento que insistir em funcionar após as 22 horas poderá ser fechado.

A fiscalização é coordenada pelo Corpo de Bombeiros, em parceria com a Polícia Militar, Polícia Civil e as prefeituras. De acordo com o comandante do 1° Batalhão do Corpo de Bombeiros, coronel Paiva, como a fiscalização educativa não está surtindo o efeito desejado, a partir de agora o caráter punitivo falará mais alto.

"Se houver desrespeito à norma, eles serão orientados a cessar a atividade e parar imediatamente. Caso permaneçam na insistência de funcionar em desacordo, aí as medidas serão adotadas de acordo com a norma, podendo ser desde uma notificação até uma multa e uma interdição", ressaltou.

Somente em Vitória, de quarta-feira da semana passada até o último domingo (6), foram realizadas 146 abordagens. A maioria delas em três bairros: na Praia do Canto, na região do Triângulo das Bermudas; em Jardim da Penha, na Rua da Lama; e em Jardim Camburi, na rua Ranulpho dos Santos. Os três locais são conhecidos pela grande concentração de bares.

Imagens recentes, feitas em estabelecimentos da Grande Vitória e que circulam em redes sociais, mostram que os shows e aglomerações, mesmo proibidos, continuam acontecendo. Enquanto isso, o número de casos, internações e mortes por covid-19 voltaram a crescer no Espírito Santo.

O comandante do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros salienta que a maioria dos comerciantes cumpre as regras. No entanto, ele afirma que é necessário que todos eles colaborem, assim como quem costuma frequentar os locais, a maioria formada por pessoas entre 20 e 40 anos de idade.

"Devemos fazer a nossa parte e colaborar, com a utilização de máscaras, com a higienização das mãos e evitando aglomeração. O convívio não está proibindo. Ninguém está pedindo para ninguém ficar preso dentro de casa. Mas a gente tem que circular, trabalhar, fazer as nossas atividades, ir aos mercados com responsabilidade", frisou Paiva.

A professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e pós-doutora em epidemiologia, Ethel Maciel, diz que a parcela mais jovem da população precisa mudar o comportamento para que a curva da pandemia volte a cair. Para ela, o fato de a maioria dos casos graves e óbitos ser na faixa etária acima dos 60 anos dá uma falsa sensação de segurança a quem é mais novo.

"Um grande pensador disse que, em tempos passados, era exigido que os jovens dessem as suas vidas para as guerras. Agora a gente só está pedindo para ele ficar em casa. Então, comparativamente a outras gerações, é muito pouco para fazer. Eu acho que cada um pode cumprir essa parte", destacou.

Por meio de nota, o Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Espírito Santo (Sindbares) disse que as fiscalizações devem ser feitas, mas de forma educativa, orientando os donos dos estabelecimentos. O sindicato reforçou ainda que segue os protocolos e normas de saúde.

Fiscalização das prefeituras

Sobre a fiscalização das atividades, a Prefeitura de Vila Velha informou que, de maio a novembro, foram realizadas quase 3 mil abordagens, com o objetivo maior de conscientizar, mas que também houve casos de interdição de estabelecimentos. 

A Prefeitura de Cariacica não divulgou o total de abordagens, mas afirmou que elas acontecem sempre aos finais de semana, no sentido de orientar, notificar e, em casos extremos, multar. 

A Prefeitura da Serra disse que, desde o início da pandemia, mais de 8 mil ações de fiscalização foram realizadas na cidade. Informou também que ações de fiscalização e abordagens são realizadas pelas secretarias de Defesa Social, Saúde, Meio Ambiente e de Desenvolvimento Urbano, em conjunto com a Polícia Militar e com o Corpo de Bombeiros.

Já a Prefeitura de Vitória informou que, de 23 de novembro até a última quinta-feira (10), 239 estabelecimentos foram vistoriados e 48 tiveram suas atividades paralisadas, em função de estarem funcionando fora do horário permitido. Disse ainda que as abordagens acontecem todos os dias da semana e em todos os bairros da cidade.

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