Folha Vitória Grávidas com comorbidades continuarão sendo vacinadas com Pfizer e Coronavac

Grávidas com comorbidades continuarão sendo vacinadas com Pfizer e Coronavac

A imunização de gestantes e puérperas com a vacina da Oxford foi suspensa pelo Ministério da Saúde para investigação de possíveis eventos adversos

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Foto: Divulgação / Pexel
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As mulheres grávidas e as que tiveram filho recentemente — as chamadas puérperas — poderão continuar sendo imunizadas contra a covid-19 com doses das vacinas da Pfizer e da Coronavac. Entretanto, só serão vacinadas as que tiverem alguma comorbidade. A informação foi dada pelo Ministério da Saúde, na tarde desta terça-feira (11).

A imunização de gestantes e puérperas com a vacina da Oxford/FioCruz foi suspensa pelo ministério, nesta terça, para investigação de possíveis eventos adversos nestas mulheres após a aplicação das doses. A pasta também orientou que a vacinação de pessoas neste grupo que não tenham comorbidades também seja suspensa, independentemente da vacina a ser aplicada.

No entanto, especialistas que participaram da coletiva de imprensa para o anúncio da decisão enfatizaram que o risco da covid-19 é muito maior do que o de eventos adversos com a vacina da Oxford.

Segundo a coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI), Franciele Francinato, enquanto a proporção de ocorrências de trombose e AVC após a aplicação da vacina está em 1 caso a cada 100 mil, o número de óbitos em grávidas pela covid-19 é de 20 por 100 mil.

O anúncio da suspensão ocorreu após a notificação da morte de uma mulher grávida, no Rio de Janeiro, poucos dias depois de se vacinar com as doses da Oxford. Por este motivo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também pediu a suspensão da vacina em gestantes.

"É uma cautela que o programa nacional de imunizações têm até o fechamento do caso. Podem ocorrer eventos adversos raros que não foram identificados no estudos de fase 3. Mas já foi descrito e é um evento extremamente raro. É importante que se vacine porque o risco de óbito por covid é muito maior", explicou a coordenadora.

A morte da mulher de 35 anos ainda está sob investigação das autoridades sanitárias, para definir se as complicações têm relação com o produto. Nas horas seguintes à morte da gestante no Rio e a orientação da Anvisa, mais de vinte e um estados do Brasil já tinham suspendido a vacinação do grupo com doses da Oxford.

A vacinação de gestantes não está prevista na bula do imunizante da AstraZeneca, mas o Ministério da Saúde decidiu incluir o grupo entre as prioridades para imunização devido ao número elevado de mortes de gestantes nos últimos meses.

Com informações do portal R7

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