Folha Vitória 'Há risco de faltar medicamentos para intubação', alerta secretário de Saúde do ES

'Há risco de faltar medicamentos para intubação', alerta secretário de Saúde do ES

Os insumos já foram adquiridos, mas os fornecedores alertaram sobre o atraso na entrega dos itens para as redes pública, filantrópica e privada de saúde

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Foto: Diego Simão/TV Vitória
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A Secretaria Municipal de Saúde de Ecoporanga, na região noroeste do Estado, solicitou ao Conselho Regional de Medicina Veterinária e Médicos Veterinários o empréstimo de medicamentos utilizados na intubação de pacientes. 

De acordo com Ricardo Maia, Secretário de Saúde do município, o Governo Federal não está está conseguindo suprir a demanda por causa da grande procura pelos insumos e pela falta de matéria prima no país, o que vem causando o desabastecimento dos materiais que fazem parte do chamado "kit intubação".

Em entrevista ao programa Espírito Santo no Ar, da TV Vitória/Record TV, o Secretário da Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, confirmou que há risco de faltar insumos. Ele explicou que os medicamentos não estão sendo entregues ao Estado pelos fornecedores, já que o Ministério da Saúde requisitou os insumos, e afirmou que há atraso na entrega do material já comprado para hospitais das redes pública, filantrópica e privada.

"Fornecedores não estão entregando os medicamentos dos contratos vigentes. Temos atas para a entrega de insumos e medicamentos. Por conta da requisição administrativa do Ministério da Saúde, os fornecedores alegam que os estoques vão para o ministério e que estados e municípios receberão medicamento da União. No entanto, essa decisão de requisitar medicamentos destinados a suprir o poder público não é adequada", afirmou.

O secretário afirmou que uma ação judicial está em andamento para garantir o fornecimento destes insumos, que podem vir a faltar. "Estamos entrando com uma ação judicial para garantir o fornecimento desses medicamentos, que já estão comprados. Os estoques dos hospitais estão sendo compartilhados. Sem dúvida alguma, há risco de falta de medicamento, já que os fornecedores e a indústria estão impedidos de poder entregar as quantidades que já estão compradas e já estão solicitadas aos mesmos", disse.

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Sobre o caso de Ecoporanga, Ricardo Maia, Secretário Municipal de Saúde, informou que, por conta da alta demanda de pacientes no Hospital Estadual Alceu Melgaço Filho, que atende também a região de Barra de São Francisco, foi solicitada a doação de dois medicamentos usados para a intubação de pacientes. O pedido foi feito para o Conselho Regional de Medicina Veterinária e Médicos Veterinários.

A equipe de jornalismo da Rede Vitória solicitou um posicionamento da Secretaria Estadual de Saúde sobre a falta de medicamentos e o pedido de empréstimo feito pelo secretário de Ecoporanga. Em coletiva de imprensa, realizada na tarde dessa segunda-feira (29), Nésio Fernandes afirmou não ter conhecimento sobre o assunto.

Requisição do Ministério da Saúde afeta compra feita pelo ES

O risco de desabastecimento de insumos utilizados para intubação de pacientes já vem sendo discutido no Espírito Santo há algumas semanas. Durante a coletiva dessa segunda, o Secretário voltou a falar sobre a dificuldade para receber os medicamentos. "Temos contrato vigentes, preparamos as compras. No entanto, diversos fornecedores estão apresentando uma incapacidade de fornecimento imediato de medicamentos comprados pelo Estado do Espírito Santo. Estamos notificando esses fornecedores. Reconhecemos que, grande parte deles, alegou que a requisição realizada pelo Ministério da Saúde impede que eles consigam fornecer as quantidades solicitadas pelo Estado", disse.

Ele também afirmou que há proposta para compra dos produtos com outros fornecedores, inclusive, internacionais. "Publicamos no final de semana um novo edital para recebermos propostas de fornecedores para compra de medicamentos do "kit intubação" no Estado. Ao mesmo tempo, coordenamos com outras entidades uma grande compra internacional de medicamentos para suprir o Espírito Santo com quantidade para suportar a ampliação de leitos já abertos", finalizou Nésio.

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