Folha Vitória Homem conquista emprego após fazer placa pedindo trabalho e percorrer as ruas

Homem conquista emprego após fazer placa pedindo trabalho e percorrer as ruas

Diante de tanta dificuldade, vendo faltar o alimento dentro da sua residência, Givanildo relatou que chegou ao ponto de pensar em tirar a própria vida

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Foto: Reprodução / Instagram
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Faça o bem sem olhar a quem! Um gesto de solidariedade que vem se repetindo nas redes sociais é o compartilhamento de imagens de pessoas que estão nas ruas trabalhando ou buscando emprego. Nos últimos dias, a foto de Givanildo Constatino, de 29 anos, viralizou. Ele aparece na imagem segurando um cartaz em que pede emprego. Foram milhares de compartilhamentos, e ele chegou a receber mais de 300 ligações com ofertas de trabalho, inclusive, de fora do país. 

Nesta segunda-feira (26), Givanildo conseguiu um emprego de motorista em uma empresa de Cariacica. Além disso, ganhou um curso de socorrista, que começa em maio. 

Morador do bairro Zumbi dos Palmares, em Vila Velha, Givanildo vive com a esposa e o filho de 4 anos. Ele contou que ficou desempregado em janeiro deste ano. Além de não conseguir pagar as contas, teve dificuldade até para comprar mantimentos. Para piorar a situação ele e a esposa contraíram covid-19. 

"Não estava em casa esperando cair do céu, enviei mais de noventa currículos, inscrições por e-mail, fui pessoalmente nos sines, cheguei até mesmo a enviar mensagens no direct de empresas pelo Instagram e não tive retorno", contou.

Fragilidade

Diante de tanta dificuldade, sem alimentos em casa, Givanildo teve pensamentos ruins. "Além das dificuldades normais de uma pessoa desempregada. Ficava dentro de casa só com meu filho e tive vários pensamentos ruins. Sempre fui um cara durão, mas foi difícil lutar contra isso. Estava me sentindo inútil, porque meu filho me pedia um picolé e não tinha dinheiro para comprar. Mas acredito que meu filho foi a motivação para ir até a rua pedir emprego", relatou Constantino.

Decisão de ir para rua pedir emprego

Na tentativa de mudar essa realidade ele começou a percorrer ruas de Cariacica, mas se sentiu envergonhado e voltou para casa. "Até que na última sexta-feira (24), levei o quadro em branco e assim que desci do ônibus escrevi as informações básicas. Apesar de estar muito constrangido, fiquei parado na BR 262, de 8h às 14h. Não contei para ninguém", disse o motorista. 

Segundo Givanildo, a noite o celular dele não parou de tocar. Ele contou que foram mais de 300 ligações, inclusive, dos Estados Unidos. "Um grupo de caminhoneiros veio até minha casa e trouxe alimentos. Outras pessoas trouxeram mantimentos, mas neguei porque não queria além daquilo que eu precisava", contou.

Gratidão

Após a repercussão positiva, ele contou emocionado que está muito grato por toda ajuda. "Gratidão a todos que compartilharam, comentaram e que oraram por mim. Queria pedir desculpas também algumas empresas que marquei entrevista e não pude ir, porque foram muitas. Mas agora estou empregado e muito feliz", finalizou. 

Correntes do bem

Foto: Montagem Folha Vitória
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A história do Givanildo não é a única que ganhou repercussão nas redes sociais. No último dia 16 de abril, o cartaz em que Milton Goulart divulgava seu serviço de conserto de fogões ganhou fama entre os capixabas e rendeu bons frutos para o idoso. Foram mais de 50 ligações recebidas. 

O que começou com um simples passeio de bicicleta durante a semana, se transformou em uma "chuva" de ligações em apenas um fim de semana. A imagem em que o idoso aparece pedalando foi postada nas redes sociais e o telefone dele não parou de tocar.

"Graças a Deus. Até gente dos Estados Unidos e de Portugal já ligou para cá. Que Deus abençoe todos os que estão me ajudando", disse Milton em gratidão à quantidade de ligações que tem recebido.

Atualmente, o sustento da família está dividido entre o trabalho de Milton e a aposentadoria da esposa, Mariete Sobroza de Souza. O técnico também disse que para se manter há tanto tempo no mercado, o serviço tem um diferencial.

"Depois que termina eu tiro o fogão, faço uma faxina, passo um pano na parede, no chão como cortesia para o cliente ficar satisfeito e eu entregar um serviço com perfeição".

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