Homem é detido 14 vezes pelo mesmo crime

De acordo com o delegado titular do 3º Distrito de Polícia da Praia do Canto, os dados de criminosos que tenham como motivação para o crime o vício em drogas, são enviados aos serviços de atenção e reinserção social de usuários

De acordo com o delegado titular do 3º Distrito de Polícia da Praia do Canto, os dados de criminosos que tenham como motivação para o crime o vício em drogas, são enviados aos serviços de atenção e reinserção social de usuários

Foto: Reprodução
Folha Vitória

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A desigualdade social e o vício em drogas são alguns dos motivos que, segundo a polícia, levam pessoas a se tornarem reincidentes no crime. O desejo de ter uma condição de destaque também é um fator que pode causar essa repetição. É o caso de Wellington Porto Santos, que no último domingo (13) foi preso em Vitória pela 14ª vez.

Wellington Santos é usuário de entorpecentes e tentava roubar ferramentas de uma obra, no bairro Jardim Camburi, quando foi flagrado. "Tenho 14 passagens por furto. Tentei furtar ferramentas de valor", revelou.

De acordo com o delegado titular do 3º Distrito de Polícia da Praia do Canto, os dados de criminosos que tenham como motivação para o crime o vício em drogas, são enviados aos serviços de atenção e reinserção social de usuários.

"Uma pessoa que é viciada em drogas precisa roubar e furtar para manter seu vício, até num momento de abstinência e isso potencializa as atitudes delituosas. Em razão do próprio consumismo, do sistema capitalista, onde o valor material é muito importante, nós temos a conversão dessas pessoas em agentes criminosos para se colocar num padrão mais elevado na sociedade", afirma o delegado Leandro Piquet. Foto: Reprodução / TV Vitória
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Por conta da dependência química, até mesmo a mãe dele se tornou uma vítima. Não é raro que os objetos de casa ou dos vizinhos desapareçam. São roubados pelo suspeito, que os vende em troca de drogas. "Pessoas chegam cobrando aqui falando que ele roubou bicicleta e eu pergunto quanto é. Esse mês mesmo eu paguei R$ 400", disse Iracema Ferreira.

Uma solução é o que Wellington Santos diz querer. Apesar das inúmeras passagens pela Justiça, todas pelo crime de furto, o homem afirma que tem o desejo de mudar de vida. Ele chegou a pedir ajuda ao poder público. "Quero uma clínica para me recuperar, porque eu sou profissional. Sou músico, sou pintor, sou barman, entendeu? E estou nessa vida por causa do crack. Perdi minha família, cometi furtos, perdi minha dignidade e moral".

Além da assistência do Estado, em Vitória o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas Infanto-Juvenil (CAPSADI) faz o acolhimento de crianças e adolescentes com vício em álcool e outras drogas. Para ter acesso ao serviço, é preciso que o usuário vá até a unidade de saúde do bairro, onde será avaliado e encaminhado para o CAPSADI.

Em Vila Velha, maiores de 18 anos podem buscar ajuda no Centro de Atenção Psicossocial de Novo México, e crianças e adolescentes que façam uso abusivo de álcool e entorpecentes, na unidade de Itapuã.

No município da Serra, adultos têm acesso a tratamento clínico, psicológico, de assistência social, entre outros, no Caps Álcool e Drogas em Parque Residencial Laranjeiras. Que tem menos de 18 anos, pode optar pelo Caps Infantojuvenil que atende em Morada de Laranjeiras.

Em Cariacica, dependentes químicos do município podem ser acompanhados pela equipe do programa municipal de álcool e outras drogas na unidade de saúde de Jardim América.

*Com informações da repórter Renata Zacaroni, da TV Vitória/Record TV!