Hospitais públicos reduzem em 55% a superlotação nas emergências

No estado, os hospitais Jayme dos Santos Neves e o Hospital Estadual apresentaram melhorias

Foto: TV Vitória
Folha Vitória

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Período de espera no pronto-socorro das unidades passou de 11h para, em média, 6h20. 

De acordo com o Ministério da Saúde, o Programa Lean nas Emergências apresentou resultado em 20 unidades hospitalares públicas (SUS): no geral, os hospitais mostraram redução de 55% do indicador de lotação, 44% na diminuição do tempo de permanência de internação e 40% na redução do tempo de passagem pela urgência até a alta. São quase dois dias a menos de internação no hospital e a redução de 4h20 no pronto-socorro. 

No Espírito Santo, o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves participou do primeiro ciclo do programa, já o Hospital Estadual de Urgência e Emergência participou do segundo cicl, ambos apresentaram os resultados. 

Tudo isso garante não só uma maior oferta de leitos dos hospitais como a diminuição do desgaste emocional tanto do paciente e de seu acompanhante como da equipe médica.

Após a intervenção, o período de espera no pronto-socorro das unidades passou de 11h para, em média, 6h20. O paciente que busca atendimento nessas emergências fica quase quatro horas e meia a menos no pronto-socorro, considerando o período desde a entrada na unidade de saúde, passando pela triagem, consulta, administração de medicamentos e exames, até a alta médica. Esse resultado é reflexo da organização dos fluxos e o menor tempo de permanência do paciente, impactando na superlotação das emergências.

Para o secretário de Atenção Especializada à Saúde – SAES/MS, Francisco Figueiredo, o projeto já é um sucesso. “A cada ciclo o Projeto Lean nas Emergências tem nos proporcionado resultados maravilhosos que impactam diretamente na qualidade dos serviços prestados aos cidadãos brasileiros. No Ciclo 2 tivemos grandes surpresas com dois hospitais, que mesmo tendo realidades difíceis, conseguiram envolver toda a sua equipe para que o projeto desse certo”.

Nessa segunda fase, o maior destaque no avanço do atendimento é do Hospital Socorrão II, no Maranhão, que reduziu em 74% a superlotação. A unidade recebe 56 mil pacientes por ano e melhorou seu giro de leitos com a redução de 22% do tempo médio de permanência no hospital. Outro progresso evidente dentro da unidade de saúde foi a diminuição em 60% do tempo do paciente no pronto-socorro, que levou ao aumento de 6% no volume de atendimento diário na emergência.