Folha Vitória IBGE: recusa em responder ao censo no ES é maior que a média nacional

IBGE: recusa em responder ao censo no ES é maior que a média nacional

Em um mês, 940 mil capixabas responderam ao recenseamento mas há os que não aceitam ser entrevistados pelos pesquisadores por diversos motivos; média de que recusa o questionário no Espírito Santo chega a 2,4% contra 2,30% no restante do país

Foto: Reprodução TV Vitória
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O número de pessoas que se recusam a responder o Censo 2020 no Espírito Santo é maior que a média nacional. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo recenseamento, no Estado, cerca de 2,47% dos entrevistados não quiseram responder o questionário. No restante do país, a média de recusa fica em 2,30%.

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Em números absolutos, 937,7 mil capixabas responderam até o momento ao questionário do censo que começou em 1 de agosto. No Brasil, o IBGE coletou informações de mais de 58 milhões de pessoas. A pesquisa acontece de dez em dez anos e é a mais ampla do IBGE. A desta edição está com um atraso de dois anos por causa da pandemia de coronavírus.

As recusas fazem parte do cotidiano de muitos recenseadores como Nelson Torres, que atua em bairros de Vitória. Em muitos lugares, apertar a campainha, bater palmas no portão, chamar pelo morador não surte efeito. Sem contar que, em outras, os pesquisadores até que são recebidos, mas não conseguem aplicar o questionário.

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O recenseador do IBGE Nelson Torres diz que responder ao questionário é rápido e leva três minutos

"São muitas desculpas de que estão ocupados fazendo almoço ou precisam buscar as crianças na escola ou estão numa reunião ou num telefonema. Ou, então, simplesmente dizem que não querem responder naquele momento e pedem para voltar depois", descreve Torres. 

Torres já visitou centenas de residências. Ele afirma que nas comunidades, as esquipes são mais bem recebidas do que em regiões mais nobres.

"Temos mais dificuldade de acessar condomínios de prédios. Muitas vezes, o porteiro não está orientado sobre o censo demográfico que já está acontecendo há um mês e não nos deixa entrar. Então, você deixa de entrevistar muitas pessoas. Os prédios têm de 30 a 40 apartamentos e muitos deixam de responder em situações como essa", explica.

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Aposentado Ademir Zanotelli recebe recenseador do IBGE

 A grande maioria recebe, e muito bem, os recenseadores. O aposentado Ademir Zanotelli não hesitou em abrir o portão para receber Torres. 

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"Acho importante que eles sejam bem recebidos por todo mundo. Estando identificados com crachá do IBGE e uniformizados, não há problema", opina.

Com o levantamento, é possível entender melhor a realidade dos brasileiros e guiar as autoridades para políticas públicas mais assertivas. A entrevista é rápida. Em 90% dos casos, só é aplicado o questionário básico.

"Entendemos que o dia é corrido. Mas em três minutos, você consegue responder o questionário e já pode voltar para o seu cotidiano de forma rápida", garante Torres. 

Com informações do repórter Lucas Pisa, da TV Vitória/RecordTV

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