Folha Vitória Instrutor de escolinha de futebol dizia ser "Anjo Gabriel" para abusar de alunos no ES

Instrutor de escolinha de futebol dizia ser "Anjo Gabriel" para abusar de alunos no ES

Segundo a delegada Edilma Oliveira, o homem de 47 anos fazia uma espécie de lavagem cerebral nas vítimas para cometer os abusos

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Foto: Divulgação / Polícia Civil

O instrutor de uma escolinha de futebol, suspeito de abusar sexualmente de adolescentes no município de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, dizia ser o 'Anjo Gabriel para abusar das vítimas. Ele foi preso na manhã de terça-feira (21), em cumprimento de mandado de prisão condenatório. 

A prisão foi realizada por policiais civis da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) e da Delegacia de Proteção à Criança ao Adolescente e ao Idoso (DPCAI) de Cachoeiro de Itapemirim, na casa do suspeito. 

Segundo a titular da DPCAI de Cachoeiro de Itapemirim, delegada Edilma Oliveira, o homem de 47 anos fazia uma espécie de lavagem cerebral nos adolescentes para cometer os abusos.

“Ele fazia uma lavagem cerebral nas vítimas, dizendo que era o 'Anjo Gabriel' e que precisava de 'energia' para recuperar suas asas, essa 'energia' segundo ele, vinha da prática sexual com os adolescentes”, explicou a titular da DPCAI de Cachoeiro de Itapemirim, delegada Edilma Oliveira.

Os abusos sexuais teriam acontecido em 2018. Segundo a polícia, na época, o suspeito teria abusado sexualmente de alunos de uma escolinha de futebol nas excursões dos jogos e na sua própria residência.

Uma adolescente de 15 anos, que também foi uma das vítimas, contou para a polícia que viu o instrutor abusando sexualmente de outros adolescentes e denunciou o fato aos pais.

“Ao perceber que os atos do professor eram errados, a menina relatou aos pais o que o professor fazia com ela e seus colegas”, informou a delegada.

As equipes policiais instauraram um Inquérito Policial para investigar o homem. Depois de feito o levantamento sobre o endereço do suspeito, foram realizadas diligências no local e o instrutor foi abordado quando saía de casa para trabalhar.

O homem já foi condenado pelo crime de violação sexual mediante fraude, sendo encaminhado ao Presídio Regional de Cachoeiro de Itapemirim (PRCI), onde permanece à disposição da Justiça. 

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