Folha Vitória Investimento em Startup cresce 300% e está cada vez mais democrático

Investimento em Startup cresce 300% e está cada vez mais democrático

O investimento em Startup no Brasil atinge R$ 33,5 bilhões – três vezes mais do que foi investido no mesmo período de 2020. Parte desse aumento vem do surgimento do formato de captação acessível a qualquer pessoa, o Crowdfunding - que cresceu 43% em 2020

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Foto: Divulgação/DINO
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R$ 33,5 bilhões: esse é o volume captado pelas startups brasileiras somente nos 9 primeiros meses de 2021, segundo a Associação Brasileira de Venture Capital e Private Equity (ABVCAP). Para se ter uma dimensão do número, o volume de capital investido é o triplo do que foi investido no mesmo período de 2020.

Além do aumento no volume total, mais startups estão recebendo investimentos maiores. 226 negócios receberam um cheque médio de R$ 130,7 milhões em 2021. Já nos primeiros nove meses de 2020 foram 147 investidas, com valor médio de R$ 80,2 milhões.

O relatório ainda traz outros dados sobre o ecossistema brasileiro. Os unicórnios, startups com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão, ficaram restritos à Argentina até 2017. Foi em 2018 que eles começaram a aparecer por aqui: foram 7 em um só ano (99, iFood, PagSeguro, Nubank, Arco Educação e Ascenty). Hoje, dos 34 unicórnios da América Latina, 60% são brasileiros.

Não são somente as mega rodadas que movimentam o ecossistema brasileiro: foram 2061 rodadas de investimento no Brasil desde 2016, 48% delas foram focadas em captar volumes menores, de até US$ 1 milhão. Essas rodadas menores ocorrem, geralmente, em startups em estágio mais inicial – e são elas as responsáveis por produzir as grandes rodadas do futuro e criar potenciais unicórnios no longo prazo.

Os investimentos em rodadas mais iniciais indicam que há confiança e uma base sólida de startups sendo investidas para se tornarem os unicórnios do futuro. Na maior plataforma de investimento do país, a CapTable - plataforma de investimentos em startups da StartSe, já foram mais de R$ 37 milhões captados, para 23 startups, somente neste ano.

O modelo de captação coletiva, aquele que da oportunidade de investidores “comuns” fazerem investimentos a partir de mil reais, tem ganhado atenção dos empreendedores de startup, como diz Vinicius Hilkner Oliveira, CEO e fundador do Marketplace B2B de produtos de beleza, o e-comprei.com: “pela agilidade e profissionalismo das plataformas com o formato de captação coletiva, optamos por fazer a maior parte da nossa rodada de captação dessa forma. Estamos muito satisfeitos como a rodada tem evoluído, demos a oportunidade de todas as pessoas terem uma porcentagem da empresa, inclusive nossos lojistas clientes que adoraram a possibilidade de poder investir na empresa que compram seus produtos”. O e-comprei.com tem investidores como Poli Angels, Prana Captal e está com a rodada de captação aberta na plataforma da CapTable com 70% das cotas já reservadas.

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