Folha Vitória Justiça manda Roger Abdelmassih voltar para cadeia, mas polícia não o encontra

Justiça manda Roger Abdelmassih voltar para cadeia, mas polícia não o encontra

Condenado a mais de 170 anos de reclusão, ex-médico cumpria prisão domiciliar após alegar que ele é parte do grupo de risco para covid-19

Folha Vitória
Foto: Divulgação

A Justiça determinou que o ex-médico Roger Abidelmassih, de 76 anos, volte à prisão, mas a polícia não o encontrou em um de seus endereços, um condomínio de alto padrão, no bairro do Jardim Paulistano, na zona oeste de São Paulo. Ele é acusado de 48 estupros cometidos contra 37 mulheres e foi condenado a mais de 170 anos de reclusão.

Em abril, o ex-médico havia sido liberado para cumprir prisão domiciliar em decorrência da pandemia do coronavírus, quando a defesa do médico alegou que ele faz parte do grupo de risco para a covid-19 e possui doenças cardíacas e respiratórias.

Porém, o Ministério Público não aceitou essa decisão e entrou com um recurso. O Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou o pedido do MP-SP e, agora, deve ser expedido um novo mandado de prisão para cancelar a prisão domiciliar.

Os desembargadores entenderam que a Penitenciária de Tremembé está preparada para atender qualquer necessidade médica que ele venha a ter. Nessa penitenciária não foram registradas mortes pela covid-19.

Além disso, os desembargadores entenderam também que o benefício de cumprir a pena em regime domiciliar é direcionado aos presos que cumprem regime aberto e não fechado, como é o caso do ex-médico. Além disso, em outras ocasiões, o ex-médico tentou fraudar exames médicos que atestavam más condições de saúde.

Abdelmassih deve voltar para a mesma cela que ocupava antes de deixar a prisão. O espaço era dividido com três pessoas e localizado próximo à enfermaria da unidade, o que reforça o argumento da Justiça de que ele tem condições de voltar ao regime fechado, apesar da pandemia do novo coronavírus.

O ex-médico também conseguiu ir para prisão domiciliar em 2017, depois de seus advogados alegarem a necessidade de constante atendimento médico e hospitalar. Em agosto de 2019, o benefício foi revogado, após a revelação de um médico, também preso, de que ele teria forjado um quadro clínico mais grave para conseguir o cumprimento da pena em casa.

* Com informações do R7.com 

Últimas