Folha Vitória Lutador de jiu-jitsu desarma homem que iria assaltar ônibus em Vitória

Lutador de jiu-jitsu desarma homem que iria assaltar ônibus em Vitória

Passageiro, que é segurança profissional, percebeu que o suspeito usava uma arma de airsoft e o imobilizou até a chegada da polícia

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Foto: Reprodução
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Um lutador de jiu-jitsu impediu que um homem armado assaltasse um ônibus do Transcol nesta sexta-feira (25). Ele percebeu que o suspeito usava uma arma de airsoft e o imobilizou. O assaltante foi desarmado e acabou preso. 

O coletivo passava pela Avenida Vitória, na Capital, no bairro Gurigica, próximo à Escola Estadual Aristóbulo Barbosa Leão.

O suspeito foi identificado como Antônio Jesus de Souza, de 35 anos. Ao assaltar as pessoas no ônibus, ele agiu de forma discreta, aproximando-se das pessoas e mostrando a arma. Ameaçados, os passageiros entregavam os telefones. 

Ele já havia recolhido três aparelhos até se encontrar com o atleta. O rapaz, que também é segurança profissional, percebeu a atitude suspeita e o abordou fingindo entrar na conversa de Souza. Mas resolveu ser direto quando suspeitou que ele carregava algo na cintura.

"Ele começou me perguntando de onde eu era, que me conhecia de algum lugar de Cariacica. Eu disse que ele estava me confundindo. Perguntei se estava armado, ele enrolou, eu coloquei a mão na cintura dele e vi que era uma réplica. Foi aí que imobilizei ele", contou.

O simulacro usado pelo suspeito era uma arma de airsoft. Ao tirar o objeto da cintura do assaltante, o lutador recorreu a uma técnica de imobilização que impediu que ele fugisse.

"Empurrei ele e meu celular caiu no chão. Coloquei ele para fora do ônibus e apliquei um golpe mata-leão para imobilizar", descreveu.

O suspeito foi detido por guardas municipais. Ele foi encaminhado para um pronto-atendimento porque ele estava ferido. Depois, ele foi levado para a Delegacia Regional de Vitória. Os aparelhos roubados dos passageiros foram recuperados e as vítimas foram para o DPJ para registrar a ocorrência. 

O segurança contou que sabe do risco de reação a um crime de roubo, mas afirma que só reagiu porque tem experiência na aérea.

"A gente sempre fala para não reagir, mas eu trabalho nessa área de segurança há bastante tempo. Não digo que tenho experiência, mas tenho um certo conhecimento. Eu logo percebi que era um simulacro, por isso eu logo reagi", afirmou.

Com informações da repórter Nathalia Munhão, da TV Vitória/Record TV

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