Folha Vitória Máscaras respiratórias podem interferir no resultado de cirurgias na face?

Máscaras respiratórias podem interferir no resultado de cirurgias na face?

Com o uso obrigatório do EPI, pacientes que querem fazer procedimentos no rosto buscam orientação sobre resultados do procedimento durante a pandemia

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Foto: pexels
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O maior sistema de busca na internet, o Google, registrou um aumento de 4.800% em pesquisas do termo “rinoplastia” desde o início da pandemia. O cirurgião plástico e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica no Espírito Santo (SBCP/ES), Ariosto Santos, explica que dado é reflexo do aumento das cirurgias na face (nariz, pálpebras e queixo) durante a pandemia.

“Com as máscaras passamos a reparar mais no rosto das pessoas e encontrar pontos que se deseja melhorar na aparência. A blefaroplastia (nas pálpebras), por exemplo, é uma cirurgia procurada principalmente por mulheres a partir dos 40 anos cuja a tendência é aumentar essa estatística em virtude da pandemia”, avalia Ariosto. Vale destacar que o Brasil já é primeiro no mundo em volume de cirurgia nas pálpebras, chamadas blefaroplastia, de acordo com dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS).

No entanto, com o uso de obrigatório de máscaras respiratórias para evitar a contaminação pela covid-19, as dúvidas dos pacientes se voltam para o pós-operatório e resultado das cirurgias. Ariosto explica que o uso da máscara não impede a realização dos procedimentos na face. “É preciso ter cuidado somente para não apertar muito a região operada. Idealmente, orientamos a evitar saídas de casa para que o uso da máscara não seja necessário, bem como evitar exposição ao sol”, orienta.

O médico destaca que a suspensão de eventos sociais e atividades coletivas, bem como a realização de trabalho home office tem contribuído para o aumento da demanda por cirurgias na face. “Antes, muitas pacientes precisavam aproveitar as férias ou pedir folga no trabalho para realizar o repouso adequado. Hoje, essa necessidade é atendida pelo home office, sem que a pessoa precise se afastar totalmente do trabalho”, comenta. 

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