Folha Vitória Média de idade de morte por covid-19 no ES é de 58 anos; número supera a média nacional

Média de idade de morte por covid-19 no ES é de 58 anos; número supera a média nacional

Segundo a Fiocruz, os dados mais recentes revelam que no país, a média de idade das internações está em 53 anos, já a médias de óbitos está em 65 anos

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Dados da Fundação Oswaldo Cruz mostram que, no Brasil, a idade média dos casos e das mortes de covid-19 apresentou uma queda. Segundo a Fiocruz, os dados mais recentes revelam que no país, a média de idade das internações está em 53 anos, já a médias de óbitos está em 65 anos.

A tendência também foi observada no Espírito Santo, onde a idade média de óbitos superou a nacional e chegou a 58 anos. A informação foi passada pelo secretário estadual de saúde, Nésio Fernandes, em uma entrevista exclusiva para o jornal online Folha Vitória na última quinta-feira (22).

"Nas últimas semanas a idade médias dos óbitos caiu para 58 anos na avaliação diária que é feita pela Sesa. Nós estamos consolidando os dados do mês de junho até a primeira semana de julho e vamos divulgar na próxima coletiva", disse o secretário. 

Vacinação é fundamental para reduzir idade média de óbitos

O secretário reforçou que a redução na idade média dos óbitos é causada por um único motivo: a vacinação. 

"Essa redução não acontece porque o vírus se adaptou, mas porque as faixas-etárias superiores, que eram as que mais morriam e evoluíam para quadros graves, já estão imunizadas inclusive com as duas doses da vacina. Isso representa o efeito protetor da vacina", afirmou.

Ainda de acordo com o secretário, a Secretaria de Estado da Saúde está traçando um comparativo entre o perfil dos óbitos do início da pandemia e os registrados no último mês. 

"Vamos apresentar o impacto da vacinação, comparando os últimos 25% dos óbitos do Estado com os primeiros 25% do início da pandemia. Isso já irá apresentar uma redução subtancial da faixa etária", afirmou Nésio. 

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Casos de covid-19 apresentam queda no Espírito Santo

O secretário estadual de saúde explicou que não somente a idade média de óbitos apresentou uma queda. O número de registros de casos e internações também teve redução no Estado. 

"Nós já podemos perceber que a partir do alcance de 50% da população coberta com uma única dose, e com grande parte da população coberta com as duas doses - especialmente a população com mais de 65 anos - há uma queda muito importante e sustentada tanto do número de casos observados, quanto uma queda das internações e dos óbitos", disse 

A vacina tem um papel de protagonismo na mudança de cenário, mas não é o único fator que influencia nas reduções das estatísticas. 

"Isso é o resultado de uma série de políticas adotadas e de uma grande coesão social. Neste momento nós estamos vencendo uma guerra contra as Fake News, contra as desinformações. Há diversas teses que já fizeram as pessoas menosprezaram os riscos da doença", frisou o secretário. 

Nésio finalizou destacando que "o uso das máscaras, a testagem, e principalmente a vacinação têm garantido uma etapa de recuperação não vivida em nenhum outro momento da pandemia". 

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Dados coletados pela Fiocruz mostram um novo momento da pandemia no Brasil

Os dados que mostram a redução dos números no país foram obtidos a partir do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SivepGripe) e, segundo os especialistas, apontam para uma nova fase da epidemia no país.

“Convém ressaltar que houve uma inflexão na tendência de declínio. Para os casos, a média de idade das internações já chegou a 52,1 anos. Para os óbitos, a inflexão é mais evidente: a média da idade atingiu 59,4 anos”, disseram os especialistas.

Em comparação com a semana epidemiológica 23 (6 a 12 de junho), houve um aumento de internações entre idosos, que esteve em 27,2% na semana epidemiológica 23 e na 27 subiu para 31,8%. 

Os dados indicam que na semana epidemiológica 23 foi registrada a menor porcentagem de idosos no número de óbitos (44,8%). 

Na SE 27, esse percentual subiu para 58,2%. Os dados mostram também redução de internações em leitos de terapia intensiva na faixa etária de 50 a 59 anos e uma interrupção no aumento na faixa de 40 a 49 anos na comparação entre as duas semanas epidemiológicas.

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Queda no número de casos e óbitos

Nesse período foi registrada uma queda tanto no número de casos novos (-2,1%), quanto no de óbitos (-2,6%), tendência sustentada desde a análise das semanas anteriores. A taxa de letalidade foi mantida em torno de 3%.

Os pesquisadores destacaram a importância do avanço da campanha de imunização para a melhora nos números da pandemia. 

“O avanço da vacinação no Brasil tem ocorrido de forma mais lenta do que a desejável. Ainda assim, a melhoria do quadro pandêmico no país é uma consequência direta do aumento no número de imunizados”, disseram os especialistas.

Situação dos Estados

Não houve aumento das taxas de incidência ou mortalidade em nenhum estado. Houve uma redução expressiva no número de casos de covid-19 no Rio Grande do Norte, em Rondônia e em Alagoas e uma redução no número de óbitos expressiva no Piauí, no Acre, no Pará e em Sergipe.

As maiores taxas de incidência de covid-19 no período das últimas duas semanas foram observadas nos estados de Roraima, de Mato Grosso e de Santa Catarina.

 Paraná, Mato Grosso e São Paulo apresentam as maiores taxas de mortalidade. As maiores taxas de letalidade foram registradas no Rio de Janeiro (5,7%), São Paulo (3,4%), Amazonas (3,4%) e Pernambuco (3,1%).

Para os especialistas, as altas taxas de letalidade “revelam falhas no sistema de atenção e vigilância em saúde nesses estados, como a insuficiência de testes diagnósticos, da triagem de infectados e seus contatos, identificação de grupos vulneráveis, bem como a incapacidade de se identificar e tratar adequadamente os casos graves de covid-19”.

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*Com informações da Agência Brasil

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