Folha Vitória Medidas mais restritivas evitaram pelo menos 875 mortes por covid-19 no ES, aponta estudo

Medidas mais restritivas evitaram pelo menos 875 mortes por covid-19 no ES, aponta estudo

Estudo também apontou que 41.646 casos da doença foram evitados no estado, entre os dias 28 de março e 17 de abril

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Foto: TV Vitória
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A quarentena decretada pelo governo do Espírito Santo, entre os dias 18 de março e 4 de abril, ajudou a salvar entre 875 e 1.133 vidas no estado. A estimativa é de uma nota técnica do Núcleo Interinstitucional de Estudos Epidemiológicos (NIEE), divulgada nesta quinta-feira (29). O estudo também apontou que 41.646 casos da doença foram evitados entre os dias 28 de março e 17 de abril, período que compreende as semanas epidemiológicas 13, 14 e 15.

Os números são resultado da diferença entre a projeção feita para essas três semanas, caso a curva de expansão de casos continuasse crescendo, e o que de fato foi apurado no período. A partir desse valor, foi aplicada a taxa de letalidade da covid-19 no Espírito Santo, desde o início da pandemia até o dia 23 de abril, data em que os dados foram coletados, que foi de 2,1%.

Com base nessa média geral de letalidade, foi possível obter o número mínimo de mortes evitadas, de 875. No entanto, se for considerada a taxa de letalidade do mês de março, de 2,72%, é possível afirmar que 1.133 mortes deixaram de acontecer, em virtude do achatamento da curva.

A projeção feita nas semanas epidemiológicas 13, 14 e 15 teve como base a média de aumento entre as semanas 8 e 12, que foi de 22,8%. O estudo destaca que todas as projeções foram feitas de modo conservador, podendo ser maior o número de mortes evitadas pelo isolamento social.

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A quarentena foi anunciada pelo governador Renato Casagrande no dia 16 de março e começou a valer dois dias depois. A medida foi motivada principalmente pela elevada taxa de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) exclusivos para covid-19, que superava 90%, índice considerado crítico pelo governo do Estado.

As projeções foram feitas exatamente na última semana em que a quarentena esteve em vigor e nas duas seguintes, quando a maior parte do Espírito Santo estava no risco extremo para a covid-19 e os municípios precisaram continuar adotando medidas mais restritivas.

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