Folha Vitória Moda “homewear” deve seguir em alta no pós-pandemia

Moda “homewear” deve seguir em alta no pós-pandemia

Estudo realizado pelo Google em 2021 indica que 30% dos entrevistados pretendem manter o hábito de usarem roupas mais confortáveis em casa; empresárias falam sobre a tendência de moda que ganhou força durante o período de isolamento social

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Foto: Divulgação/DINO
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O longo período de isolamento social ocasionado pela pandemia de Covid-19, que fez com que a prática do home office e dos cursos à distância ganhassem força no país, também teve impacto na moda e nos hábitos cotidianos da parcela da população brasileira que precisou - e pôde - permanecer mais tempo em casa. Nesse sentido, ganhou força no mercado o chamado estilo “homewear” (“roupa de usar em casa”, em tradução livre), com pijamas, camisolas, roupões, scrunchies e outros acessórios.

Uma pesquisa realizada pela empresa de publicidade francesa Criteo ainda em abril de 2020, logo no começo da atual crise sanitária, indicou um crescimento de 126% nas vendas de roupas de dormir ou pijamas apenas na segunda semana de abril. Com a alta nas buscas por este tipo de vestimenta, que também inclui também loungewear e sleepwear, ademais, o crescimento do segmento girou em torno de 400% durante o período de isolamento social, conforme análise realizada pelo grupo Hope. 

Outros indicativos sobre a tendência podem ser aferidos pela pesquisa Google Consumer Surveys, realizada em 2021, que apontou que 18% dos consumidores e das consumidoras de artigos de moda e beleza investem em roupas, acessórios e calçados para ficar em casa e relaxar. Além disso, 30% afirmam que pretendem manter o hábito de usarem roupas mais confortáveis em casa.

“Com o crescimento do home office e dos cursos e aulas à distância, criou-se uma demanda por roupas para ficar em casa, que unissem conforto e estilo”, afirma a estilista Luzia Faria, que, juntamente com a psicóloga Juliana Arruda, fundou a empresa Ludka Homewear, voltada para este nicho. A moda homewear, explicam as sócias, apresenta peças que permitem à pessoa transitar entre o trabalho, o descanso e um passeio com o cachorro, por exemplo.

Juliana pontua que tal “tendência de conforto” já havia sido verificada em outras temporadas da moda, antes mesmo da pandemia, com a valorização de roupas mais largas e confortáveis, e “isso só intensificou com o aumento do home office na pandemia”. De fato, de acordo com pesquisa do Google supracitada, na moda, a busca por conforto cresceu cinco vezes mais do que as buscas por tendências.

Para a sócia Luzia, o homewear deve permanecer no futuro pós-pandemia, visto que “essa tendência de peça mais confortável vem de uma mudança de comportamento dos últimos tempos” que, além da prática do home office, inclui “o retorno ao minimalismo ligado à sustentabilidade, o consumo consciente e os movimentos em prol do meio ambiente”.

Para mais informações, basta acessar: https://www.ludkahomewear.com.br/

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