Folha Vitória Motoristas de aplicativo têm sido vítimas constantes da criminalidade das ruas

Motoristas de aplicativo têm sido vítimas constantes da criminalidade das ruas

Um trabalho que deveria funcionar como uma fonte de renda segura ou um ganho extra no final do mês, tem dado dor de cabeça a esses profissionais

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Atualmente o Espírito Santo conta com mais de 18 mil motoristas de aplicativo. Uma classe de trabalhadores integrada por homens e mulheres que encontraram nesta profissão uma maneira de conseguir um dinheiro no fim do mês ou ter um acréscimo na renda atual. Mas o trabalho nas ruas, principalmente na Grande Vitória, tem sido cada vez mais perigoso.

Um desses relatos de perigo aconteceu no final de novembro quando um motorista de aplicativo foi esfaqueado durante um assalto no bairro Ulisses Guimarães, em Vila Velha. Antes da abordagem, os três suspeitos fingiram ser  passageiros, realizaram o crime e fugiram do local.

Na Serra, um caso semelhante mas com um final diferente: no dia 28 de novembro, um motorista de aplicativo foi alvo de criminosos que também fingiram ser passageiros. Mas, desta vez, após o crime os dois suspeitos acabaram apanhando.

Ainda em novembro, um motorista de aplicativo foi assaltado enquanto aguardava uma passageira na rodoviária de Carapina, na Serra.

Os relatos são constantes

Durante o mês de outubro, o jornalismo da TV Vitória registrou mais de 10 casos de crimes contra motoristas de aplicativo. Entre esses casos está o de um motorista que foi assaltado e teve o carro levado pelos criminosos.  A vítima ainda contou que foi abandonada no meio de uma plantação de eucaliptos em um bairro na Serra.

Outro relato foi de uma mulher que se passou por passageira junto com mais dois criminosos. O trio assaltou o motorista e, além de levarem o celular do trabalhador, eles também levaram o carro.

Os casos são inúmeros e não param de acontecer, mas a Secretaria Estadual de Segurança Publica do Estado não possui dados que sejam específicos sobre motoristas de aplicativo. Mas, de acordo com a associação que representa esta classe trabalhadora, esses crimes são diários e fazem de uma a três vítimas todos os dias.

Técnicas maliciosas

O procedimento para pedir um carro de aplicativo é bastante fácil. Não precisa muito, basta ter um celular, baixar o aplicativo, digitar os dados do usuário e solicitar a corrida. Mas são nestas etapas que os criminosos mudam o processo.  Eles não colocam as informações verídicas no aplicativo e, com isso, o motorista não consegue adivinhar quem será seu verdadeiro passageiro ou passageira.

De acordo com o presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativos do Espírito Santo (Amapes), Luiz Fernando Muller, grande parte dos passageiros paga a corrida com o cartão, mas ele acredita que o fato de alguns motoristas ainda aceitarem corridas em dinheiro, pode ser um atrativo para a criminalidade.

A Amapes disse que já se reuniu diversas vezes com a Secretaria Estadual de Segurança Pública do Estado com o intuito de pedir apoio e mais segurança para esses trabalhadores. Mas, até o momento, não houve muitas mudanças. Enquanto isso, os trabalhadores e trabalhadores que atuam nesta função precisam lidar com o constante medo da criminalidade.

* Com informações do repórter Vitor Moreno, da TV Vitória/Record TV

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