Folha Vitória Mulher que confessou ter enforcado e matado o próprio filho é levada ao presídio

Mulher que confessou ter enforcado e matado o próprio filho é levada ao presídio

De acordo com a Secretaria de Estado da Justiça, a suspeita deu entrada no Centro Prisional Feminino de Colatina por volta das 16 horas desta terça-feira

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Foto: Reprodução
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A jovem de 20 anos, que confessou ter assassinado o próprio filho, de apenas dois meses de vida, por enforcamento, em Ecoporanga, no noroeste do estado, foi encaminhada para o Centro Prisional Feminino de Colatina. De acordo com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), a suspeita deu entrada na unidade por volta das 16 horas desta terça-feira (15).

O crime aconteceu na manhã do último domingo (13), na zona rural do município. De acordo com a polícia, quem encontrou o bebê morto foi o pai da criança. Ele afirmou que saiu de casa para tirar leite, durante a madrugada, e, quando voltou, encontrou o filho pendurado e a mulher amarrada. 

Os pais da criança foram levados à Delegacia Regional de Barra de São Francisco, ainda no domingo, onde prestaram depoimento. Na delegacia, a suspeita disse, a princípio, que também era uma vítima. Ela contou ao delegado que homens teriam invadido a casa, a amarrado e assassinado a criança. 

Ao dar início à investigação, a polícia percebeu que não havia sinais de arrombamento na residência, o que levou a outras hipóteses para o crime. Neste momento, segundo o delegado Leonardo Amorim, responsável pela investigação do caso, a jovem confessou ter matado o próprio filho. Ela declarou que asfixiou a criança e fingiu ter sido amarrada e vendada.

Para a polícia, a morte do bebê pode ter sido planejada. De acordo com o delegado, a mulher disse ainda que escreveu cartas endereçadas ao marido e pai do bebê, ameaçando a criança de morte. A polícia também vai investigar se a suspeita teria tentado matar o filho em outras ocasiões.  

A mãe da criança foi autuada em flagrante pelo crime de homicídio qualificado e pelo crime previsto no artigo 347 no Código Penal: Inovar, artificiosamente, na pendência de processo civil ou administrativo, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito.

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