'Não houve agressão, ele nunca levantou a mão para me bater, afirma esposa de comandante-geral da PM no ES

Segundo a servidora, a maneira como tudo aconteceu dá a entender que o comandante-geral foi alvo de uma armação de pessoas que querem vê-lo fora do atual cargo

Foto: Hélio Filho/ Secom
Folha Vitória

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A esposa do comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo, Douglas Caus, conversou com a equipe da jornal online Folha Vitória na noite desta quinta-feira (03), para esclarecer a denúncia feita pelo filho do casal, na quarta-feira (2), sobre uma suposta agressão. Renata Caus, de 46 anos, afirmou que não houve agressão e que tudo não passou de um mal-entendido. Segundo ela, o que aconteceu foi uma discussão de casal como qualquer outra. 

"Não houve agressão em momento algum! Ontem eu amanheci com uma angústia. Estava totalmente dependente de atenção, queria carinho, queria ele junto comigo, queria atenção do meu marido, mas ele chegou do trabalho e queria sair. Com isso, eu disse que ele não ia, tranquei a porta e fiquei segurando a chave, então começamos a discutir. Meu filho de 20 anos ouviu e ligou para a polícia ir lá, no intuito de me acalmar e de pedir para o pai não sair. Quando o meu interfone tocou com o porteiro dizendo que tinha polícia, eu tomei um susto! Nisso, ele (comandante), já tinha ido para a rua, então o meu filho saiu do quarto e disse que ele tinha chamado a PM", afirmou. 

"Eu sou uma pessoa extremamente ansiosa, faço tratamento neurológico para cuidar disso há mais de 12 anos, já passei por vários médicos. A ansiedade me atrapalha muito a conseguir ser uma pessoa mais racional."

Perto de completar 25 anos de casada com o comandante, a servidora pública municipal esclarece que nunca foi agredida pelo marido e conta como é a relação dele em casa, com ela e com os filhos. 

"Quando ele chega em casa, ele é família. A primeira coisa que faz é dar um beijo nos meninos, me dar um beijo na testa. Eu conheci ele com 16 anos, nós temos uma vida! Você acha que se eu apanhasse, eu não ia fazer nada? Eu tenho família! A vida dele é a família, são os dois filhos que ele tem e o nosso casamento. Não houve agressão, houve discussão! A única família que não discute é a família de comercial de margarina, porque fora isso, acontece.  Ele nunca levantou a mão para me bater, me agredir. Um homem da índole dele, criado como ele foi, um policial exemplar, jamais faria isso", destacou Renata.  

Após a discussão com comandante, vieram à tona dois chamados feitos ao Centro Integrado de Defesa Social (Ciodes): um de quarta-feira (2) e outro do dia 24 de dezembro, véspera de Natal. Na descrição de ambos, consta a informação de que ela teria acusado o marido de agressão. Segundo a servidora, a maneira como tudo aconteceu dá a entender que o comandante-geral foi alvo de uma armação de pessoas que querem vê-lo fora do atual cargo. 

"Apareceu uma ocorrência do dia 24 de dezembro, dizendo que eu liguei para o Ciodes e falei que ele tinha me agredido, mas não houve agressão. Na época, ele trabalhava Hospital da Polícia Militar e eu só queria que ele não saísse. Agora eles vazaram esses boletins, tiraram foto da tela do Ciodes 02 horas da manhã,  expuseram a minha família, o meu bem mais precioso. Eu moro aqui há mais de 8 anos e vou ter que me mudar. O que aconteceu, na verdade, foi armação de criminosos por conta da atuação dele. Armaram isso pra tirar ele do comando-geral da Polícia Militar", afirmou. 

"Ele é um comandante excelente, não é porque é meu marido. É um profissional como poucos existem na polícia e faz de tudo pela instituição. Ficamos sabendo que até festa alguns militares fizeram hoje, achando que ele seria exonerado, fora os criminosos que estavam dando graças a Deus."

Polícia Militar e Civil

Em nota, a Polícia Militar afirmou que, por se tratar de possível transgressão de natureza comum, ou seja, foram do âmbito militar, o fato só pode ser apurado após representação oficial da Polícia Civil, responsável por investigar o fato, ou da própria vítima.

A Polícia Civil, também em nota, informou que um procedimento foi instaurado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Vila Velha para apurar as circunstâncias do fato. Outras informações não serão repassadas para que a apuração dos fatos seja preservada.