Folha Vitória Novembro Branco: especialista alerta para os riscos do tabagismo, sintomas e tratamentos do câncer de pulmão

Novembro Branco: especialista alerta para os riscos do tabagismo, sintomas e tratamentos do câncer de pulmão

Oncologista do Cecon/Oncoclínicas, Glaucio Bertollo diz que o cigarro eletrônico também pode ser prejudicial e esclarece diferenças de sintomas de câncer de pulmão e COVID-19

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Além do Novembro Azul, este mês é conhecido também pela campanha de prevenção ao câncer de pulmão, o tumor que mais mata pessoas no mundo desde 1985, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Desde 2017 a campanha Novembro Branco alerta a população sobre os riscos desse câncer.

Segundo o oncologista do Cecon/Oncoclínicas Glaucio Bertollo, a principal maneira de se prevenir contra o câncer de pulmão é parar de fumar. Outro fator que diminui a possibilidade de desenvolvimento desse tipo de câncer é evitar o tabagismo passivo, ou seja, a inalação da fumaça proveniente da queima de derivados do tabaco por não fumantes.

“Pessoas que moram, ou têm contato muito grande com tabagistas, também possuem o risco aumentado de câncer de pulmão. A exposição a outros agentes químicos, como asbesto, arsênio, material de combustão, poeira tóxica, podem estar relacionados com o câncer de pulmão, além da própria poluição a que estamos expostos. Para prevenir, sem dúvidas, é preciso manter hábitos saudáveis, que podem ajudar não só no caso do câncer de pulmão, mas todos os tipos de câncer”, destaca o médico.

O tabagismo continua sendo o maior responsável pelo câncer de pulmão em todo o mundo. Aliás, não apenas deste tipo de tumor: em 2017, conforme dados do INCA, 73.500 pessoas foram diagnosticadas com algum tipo de câncer provocado pelo tabagismo no país e 428 pessoas morrem diariamente no país por conta dele. A entidade aponta ainda que mais de 156 mil mortes poderiam ser evitadas anualmente se o tabaco fosse evitado.

Além do cigarro comum, uma nova forma de tabagismo vem ganhando espaço entre os brasileiros, principalmente os jovens, o vape ou cigarro eletrônico. Segundo o Ibope Inteligência, o número de pessoas que usam cigarro eletrônico no Brasil, em apenas um ano, dobrou. O Dr. Glaucio Bertollo alerta que ele também é prejudicial. “Além da nicotina, ele pode ter outras substâncias tóxicas que podem levar a várias doenças respiratórias e até o câncer. Ao contrário do que muita gente pensa, o cigarro eletrônico e o narguilé, outro que as pessoas usam muito, aumentam o risco de câncer”, diz.

Foto: Pixabay
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Sintomas

Os sintomas mais comuns relacionados ao câncer de pulmão são: tosse persistente, escarro com sangue e dor no peito. Muitos pacientes diagnosticados também apresentam rouquidão e a falta de ar é uma queixa inicial. Perda de peso, diminuição do apetite e pneumonia de repetição também podem indicar a existência de um tumor.

A tosse também é um dos sintomas da COVID-19. O oncologista explica os sintomas e diferenças dos dois casos. “Alguns sintomas são parecidos, mas normalmente a COVID-19 vem combinada com sintomas em um quadro mais agudo e febre. Esse quadro do câncer de pulmão é um quadro de evolução geralmente mais lenta, mais arrastada”, explica.

Tratamento

O tratamento do câncer de pulmão vai depender muito do estágio que a doença for diagnosticada. “Se for em uma fase mais precoce, a cirurgia é o principal tratamento. Nos pacientes em que a doença está localmente avançada, são usadas a combinação de radioterapia e quimioterapia, mais a imunoterapia, com a intenção de curar o paciente. Já nos pacientes com doença metastática, tentamos fazer uma análise individualizada do tumor. Hoje em dia falamos muito de oncologia personalizada. Precisamos entender melhor o DNA e as alterações moleculares em cada paciente. E, de acordo com essa análise, o tratamento pode ser com quimioterapia e imunoterapia ou terapias de alvo molecular, dependendo das alterações moleculares do tumor”, explica o Dr. Glaucio.

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