Folha Vitória Novo equipamento pode analisar até 900 exames de HIV e Hepatite por dia no ES

Novo equipamento pode analisar até 900 exames de HIV e Hepatite por dia no ES

O laboratório capixaba é um dos poucos Lacen do país que conta com a unidade, sendo selecionado pela sua performance nas análises, velocidade de resposta e engajamento molecular

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Foto: Divulgação Sesa/ES
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Instalado em apenas cinco estados em todo o país, uma nova tecnologia chega ao Espírito Santo e promete acelerar os diagnósticos de exames no Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen-ES). O aparelho, Alinity M,  está sendo utilizado para analisar a carga viral de doenças como do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), Hepatite B e C.

A nova ferramenta de diagnósticos permite que sejam inseridas 144 amostras de uma única vez, sendo que os primeiros resultados são liberados em duas horas. Após esse processo, mais 12 resultados são obtidos a cada 16 minutos de operacionalização, e assim sucessivamente. Em média, são analisados 300 exames a cada oito horas.

O laboratório capixaba é um dos poucos Lacen do país que conta com a unidade, sendo selecionado pela sua performance nas análises, velocidade de resposta e engajamento molecular.

Foto: Divulgação Sesa/ES
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A responsável pelo setor de Carga Viral do laboratório, Valéria Cabral, explica que o equipamento garante maior agilidade e unifica o trabalho que anteriormente era realizado em duas máquinas distintas.

“Na biologia molecular, o exame é feito em duas partes: extração e amplificação. Antes desse novo equipamento, era preciso utilizar duas máquinas para conseguir obter o resultado viral do material, uma para cada etapa. Com essa nova inovação, conseguimos dar andamento ao trabalho de forma mais rápida e prática”, disse.

O diretor do Lacen-ES, Rodrigo Ribeiro Rodrigues, ressaltou que esse novo modelo garante maior segurança no manuseio das amostras e possibilita que ocorra o diagnóstico rápido da doença. Além disso, ele destacou que, no futuro, novas doenças poderão ser analisadas no aparelho.

“O próximo passo é ampliar as análises no equipamento para sífilis e gonorreia. As doenças sexualmente transmissíveis são problemas sérios em nosso país. Obter o diagnóstico de forma rápida, permite que o tratamento seja feito de forma correta. Além disso, esse aparelho evita certos riscos como perda de amostra, evita a contaminação de quem está operando e do próprio material e troca acidental do mesmo”, salientou o diretor.

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