Folha Vitória Óleo, arroz, leite e carne estão mais caros. O que fazer?

Óleo, arroz, leite e carne estão mais caros. O que fazer?

Para economista, 'se reduzir a quantidade que compra desses itens, a oferta aumentará e o mercado entenderá que não aceitamos esses preços'

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O arroz, óleo de soja, tomate, leite longa vida e a carne – sempre presentes na mesa do brasileiros – estão mais caros, segundo a inflação oficial, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na sexta-feira (9).

O preço do óleo de soja foi o que mais impactou. Confira a elevação do custo dos cinco itens:

• Óleo de soja – alta de 27,54% no mês (51,30% no ano);

• Arroz – alta de 17,98% no mês (40,69% no ano);

• Tomate – alta de 11,72%;

• Leite longa vida – alta de 6,01%; e

• Carnes – alta de 4,53%.

Para o economista André Braz, coordenador do IPC do FGV IBRE, o consumidor não precisa se preocupar com o aumento no preço do leite porque, à medida que as chuvas aumentam, as pastagens melhoram e a oferta de leite também.

Os outros itens, derivados da soja ou até mesmo o arroz, dependem de safras mais longas e condições de mercado que não estão muito favoráveis para a queda no preço, diz o economista.

A nutricionista Adriana Stavro elaborou uma lista com dez substitutos para o arroz que estão com o preço mais em conta. Confira!

ABÓBORA
A abóbora pode ser usada tanto na preparação de pratos salgados quanto doces. É fonte de fibras, vitaminas A e C e potássio. De acordo com a Adriana, ela é rica em betacaroteno, um carotenoide que o corpo transforma em vitamina A, tem baixo teor de calorias e nutrientes e antioxidantes que podem estimular o sistema imunológico, proteger a visão, reduzir o risco de certos tipos de câncer e promover a saúde do coração e da pele.

BATATA
A batata inglesa é rica em vitamina C, vitamina B6, potássio, manganês, magnésio, fósforo, niacina, folato e minerais. Ela pode ser feita cozida, assada, frita e gratinada. A casca contém vitaminas e minerais, por isso, descascá-las pode reduzir significativamente seu valor nutricional. Também contém compostos como flavonoides, carotenoides e ácidos fenólicos que atuam como antioxidantes.

INHAME
O inhame é uma boa fonte de vitamina A, B1, B2, B3, B5, B6 e C, fibras, potássio, manganês e vitaminas do complexo B, ferro, magnésio, fósforo, potássio, cobre e manganês. Ajuda a melhorar a saúde digestiva; auxilia na perda de peso; diminui o nível de colesterol e glicêmico; possui propriedades anticancerígenas; fortalece a função cerebral; alivia inflamação e sintomas da menopausa; promove a fertilidade; ajuda a manter o coração saudável; previne anemia e pode melhorar a visão. Adriana faz apenas um alerta: não pode ser consumido cru pois apresenta substâncias tóxicas.

MANDIOCA
A mandioca é um tubérculo que pode ser consumido por indivíduos com alergia alimentar porque não contém glúten. Benefícios: é pobre em gorduras e proteínas; tem quase o dobro de calorias que a batata, é talvez um dos alimentos de maior valor calórico para qualquer tubérculo (100 g de raiz fornece 160 calorias); as folhas tenras da mandioca (yuca) são uma boa fonte de proteínas e vitamina K na dieta. Adriana faz um alerta: a mandioca não deve ser consumida crua pois contém uma toxina chamada linamarina. O sistema digestivo humano converte essa toxina em cianeto, o que pode ser fatal.

MACARRÃO
O macarrão já foi o vilão das dietas por ter carboidratos, farinha branca e glúten. Porém, se consumido com moderação, tanto a massa normal quanto integral, pode compor um cardápio saudável, segundo Adriana. A massa integral é rica em fibras, manganês, selênio, cobre e fósforo, enquanto a massa refinada e enriquecida tende a ser mais rica em ferro e vitaminas B. A massa integral também tem menos calorias e mais fibras e certos micronutrientes do que a massa refinada.

Com informações do R7.

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