Folha Vitória Pandemia afeta comércio capixaba, mas construção aponta crescimento

Pandemia afeta comércio capixaba, mas construção aponta crescimento

Pesquisa do IBGE aponta que empresas sofreram impactos negativos na pandemia. No estado, o comércio foi afetado, mas construção cresceu

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A pandemia do novo coronavírus afetou as atividades comerciais em todo o país. Nacionalmente, 44,8% das empresas afirmam ter sofrido impactos negativos em suas atividades, 28,2% apontam que os reflexos negativos foram pequenos ou até mesmo inexistentes, enquanto 27% informam que esse efeito foi positivo. É o que apresenta a Pesquisa Pulso Empresa, divulgada nesta terça-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

No comércio, em especial, 44% das empresas brasileiras afirmam que a pandemia afetou negativamente o seu funcionamento. Esse é um cenário que o superintendente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Vitória (CDL), Wagner Junior Corrêa, também enxerga no Espírito Santo.

"Em relação aos bens não duráveis, como confecção de roupas e sapatos, o impacto sofrido foi mais acentuado em decorrência das regras de funcionamento menos flexíveis. Já os produtos duráveis, como os ligados à construção civil, por contarem com uma flexibilização maior da abertura do comércio, começaram a apresentar uma reação positiva já em julho", explica.

O que é confirmado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES), ao afirmar que o setor apresentou um pequeno crescimento nos últimos meses. Se no Brasil 38% das empresas afirmam ter sofrido um impacto negativo com a pandemia, no estado o presidente da Sinduscon-ES, Paulo Baraona, explica que a construção civil não parou as atividades, mas readequou sua produção para cumprir os protocolos de segurança.

"Houve uma pequena quebra no número de pessoas que não podiam trabalhar, como os idosos, pessoas com problemas de saúde e até mesmo as que estavam com covid-19, mas a construção civil não precisou parar. Pelo contrário, esse está sendo um bom momento e começamos a observar um pequeno crescimento, já que as pessoas estão voltando a enxergar os imóveis como um investimento seguro, principalmente, pelos juros estarem mais baixos", afirma.

O Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), com base nos dados divulgados pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho (Ministério da Economia), por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo CAGED), aponta que em junho de 2020 a construção estava entre os setores com os melhores desempenhos no estado, com um aumento de 512 vínculos empregatícios, mesmo em meio à pandemia.

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