Folha Vitória Pandemia pode afetar a libido, causar desequilíbrios hormonais e doenças

Pandemia pode afetar a libido, causar desequilíbrios hormonais e doenças

Assunto será debatido em live, nesta segunda-feira, no instagram do Folha Vitórias, às 20h

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Foto: Divulgação / Pexel
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A pandemia do novo coronavírus, responsável por gerar sensações como medo, ansiedade e estresse, pode afetar até mesmo a libido. De acordo com a psicóloga e sexóloga Marcelle Paganini, esta é a energia propulsora que nos leva a ter desejos sexuais. "Fazendo uma analogia bem simples com a fome, a libido seria a vontade que te leva a pensar, procurar ou vivenciar o sexo, assim como a fome te leva a comer", explica.

Segundo a especialista a libido é muito importante para a manutenção da atividade sexual. "Fatores fisiológicos e emocionais, como os causados pela crise da covid-19, podem afetar a libido, assim como desequilíbrios hormonais e doenças. Mas no campo das emoções, em especial, é uma área muito sensível, onde qualquer desordem pode afetar negativamente essa área", destaca.

De acordo com a fisioterapia pélvica Thaís Págio, inúmeras pessoas a procuraram para conversar a respeito dessa queda de libido na pandemia por causa do excesso de preocupação, que envolvem, por exemplo, saúde e vida financeira. "A pessoa acaba ficando mais em casa, mais sedentária e isso acaba influenciando diretamente na vida sexual".

Segundo a especialista, a falta de libido é um sinal de alerta de que algo está errado. "Você pode estar com alterações hormonais, tendo efeitos colaterais decorrentes de alguma medicação, estar com comprometimento da parte emocional e psicológica. Vida sexual ativa é sinal de saúde. É uma resposta fisiológica de que tudo está indo muito bem. Então se você não tem libido por muito tempo, algo está errado e você tem que procurar ajuda profissional", complementa Págio.

De acordo com a sexóloga Marcelle Paganini, a hora certa de procurar um especialista é quando se percebe que o desejo sofreu uma baixa muito acentuada, permanecendo assim por mais de 30 dias.

"O tratamento é multidisciplinar. Um médico, que pode ser ginecologista, urologista ou endócrino, irá examinar os hormônios bem como a parte física da pessoa e indicar o tratamento medicamentoso se for necessário. Nas questões emocionais, o psicólogo com especialização em sexualidade entra com intervenções terapêuticas cabíveis a cada indivíduo de forma personalizada a fim de colaborar com a retomada da vida sexual e do prazer aos níveis desejáveis", explica Marcelle.

Caso a falta de libido tenha começado a partir do que se chama de memória do último ato (relação anterior não prazerosa, com problemas como falta de lubrificação, orgasmo, desempenho, dor ou incômodo), é interessante a avaliação com um fisioterapeuta pélvico. "Dessa forma, o profissional irá ajudar na retomada da funcionalidade da região da pelve para que o paciente passe a ter uma vida mais prazerosa", conclui a fisioterapeuta Thaís Págio. 

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