Folha Vitória Pandemia pode causar mais aumentos no valor do gás, diz representante de sindicato

Pandemia pode causar mais aumentos no valor do gás, diz representante de sindicato

Vice-presidente do sindicato das revendedoras de gás de cozinha explica o motivo que faz a botijão sair da refinaria e chegar no consumidor final com o dobro do preço

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Foto: Reprodução TV Vitória
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O ano de 2021 mal começou e já chega com aumento de 6% no preço da botija de gás de cozinha, que será repassado ao consumidor final a partir desta quinta-feira. Assim, o preço médio do botijão na Grande Vitória estará entre R$ 75 e R$ 88, dependendo da marca escolhida. 

Em entrevista ao programa Espírito Santo no Ar, da TV Vitória/Record TV, na manhã desta quinta-feira (07), o vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gás Liquefeito de Petróleo do Estado do Espírito Santo (Sinregas-ES), Cleber dos Santos, explicou que a variação (sempre pra cima) do produto essencial é por causa do preço do petróleo no mercado internacional.  "Foram dez aumentos da botija de gás em 2020 por causa da paridade com o dólar", recorda.

Ele também justificou o motivo que faz a botija sair da refinaria e chegar no consumidor final com o dobro do preço. Assim, no ponto inicial da produção, a botija sai a R$ 36 nas refinarias. Mas há um custo envolvendo armazenamento e logística de transporte. "Esse gás tem que sair da refinaria para chegar ao Espírito Santo da engarrafadora. Da engarrafadora, é distribuído para os municípios e deles para os revendedores. Os revendedores têm um custo operacional de entrega, mais 17% de ICMS (Imposto de Circulação sobre Mercadorias e Serviços). Só isso já acrescenta R$ 13 a uma botija", descreve. Assim, o consumidor paga, já considerado o novo aumento, uma média de R$ 88.

O representante do sindicato das distribuidoras acredita que a pandemia do coronavírus continuará a influenciar os preços do gás de cozinha ao longo de 2021. Ele lembra que vários países já estão decretando medidas mais restritivas novamente. Algumas cidades do Brasil, como Belo Horizonte (MG), já começam a pensar na possibilidade frente ao aumento de casos e mortes por covid-19. "Com isso, os veículos não andam. A cidade para. E dependemos de produzir gasolina pra fabricar o gás. Acredito que não cheguemos ao que aconteceu na pandemia do ano passado mas podemos ter mais aumento sim", analisou. 

Com informações do repórter Lucas Pisa, TV Vitória/Record TV

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