Folha Vitória Patamar da pandemia no Espírito Santo: afinal, em que momento estamos?

Patamar da pandemia no Espírito Santo: afinal, em que momento estamos?

Mesmo com o aumento no número de casos do novo coronavírus em alguns municípios, a Secretaria Estadual de Saúde afirma que a pandemia segue tendência de queda no Espírito Santo

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Foto: Reprodução / Agencia do Radio
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Onze mortes e 740 novos casos de pessoas infectadas pelo coronavírus em 24 horas. Essas são as informações da atualização mais recente do Painel Covid-19, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), feita na tarde desta quinta-feira (08). Apesar de ainda estar longe do ideal — já que ainda há pessoas mortas e infectadas pelo novo coronavírus —, a situação é bem menos grave do que a vivenciada pelos capixabas há alguns meses.

É verdade que houve aumento no número de casos nas últimas semanas, em alguns municípios capixabas. Mesmo assim, o governo do Estado afirma que a pandemia segue a tendência de queda no Espírito Santo, tanto no número de infectados quanto no de mortes.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a taxa de transmissão do novo coronavírus permanece abaixo de 1 há dez semanas. Para se ter uma ideia, em abril, essa taxa era de 3,4. Ou seja, cada dez infectados poderiam contaminar outros 34.

"Manter essa queda do número de casos, do número de internações e do número de óbitos é uma responsabilidade de toda a sociedade. Cumprir as regras estabelecidas para o convívio em sociedade, frequentar algumas atividades requer, de todos nós, disciplina", destacou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin.

De acordo com o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), que vem fazendo diversos estudos sobre a pandemia no Espírito Santo, o pico do coronavírus no estado ocorreu em julho, quando mais de 1,9 mil casos chegaram a ser registrados em um só dia. Depois, a curva se estabilizou até começar a cair. Entretanto, nas últimas semanas, alguns números voltaram a crescer, o que acendeu o alerta do governo estadual.

O chamado repique — aumento no número de casos em alguns municípios do estado — ocorreu justamente 14 dias após o feriado de 7 de setembro. Para especialistas no assunto, tal constatação não foi mera coincidência, mas sim consequência da maior interação social, já que muitos capixabas aproveitaram os dias de folga para viajar. Vitória, Vila Velha e municípios da região serrana são exemplos de locais que registraram crescimento no número de contaminados.

Apesar de ser um aumento momentâneo, a preocupação é com o próximo feriado, o de Nossa Senhora Aparecida, celebrado na próxima segunda-feira (12). "Mesmo com essa tendência de redução da taxa de transmissão, redução de casos confirmados e de óbitos na média dos últimos 14 dias, é muito importante a população seguir os protocolos", frisou o diretor-presidente do IJSN, Pablo Lira.

Segundo o diretor do instituto, outro fator que explica o crescimento do número de casos é a ampliação dos critérios de testagem no Estado. Desde meados do mês passado, o teste do tipo PCR pode ser feito, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), em qualquer pessoa que apresente pelo menos dois sintomas respiratórios, independente da idade ou de ter alguma doença pré-existente.

"Hoje você tem um número muito maior de pessoas realizando os testes. Esse protocolo é estabelecido pela Sesa. Inclusive, o Espírito Santo é um dos estados que mais testa no Brasil. A gente tem uma taxa de testagem superior a 97 mil testes para cada 1 milhão de habitantes", ressaltou Pablo Lira.

Com informações da jornalista Andressa Missio, da TV Vitória/Record TV

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