Folha Vitória Pequenas e médias empresas ocupam 90% dos negócios globais

Pequenas e médias empresas ocupam 90% dos negócios globais

Representando metade do PIB global, essas corporações precisam investir em capacitações, diz ONU

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Foto: Divulgação/DINO

As pequenas e médias empresas respondem por cerca de 90% dos negócios do mercado global. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), essas iniciativas estão ligadas, ainda, a mais de 60% das vagas e metade do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Diante disso, o Banco Mundial ressalta que serão precisos 600 milhões de novos empregos até 2030 para absorver o crescimento da força de trabalho global, o que se torna uma prioridade para muitos governos. Nisso, nos mercados emergentes, a maior parte dos postos de trabalho vem de organizações médias, que absorvem sete de cada 10 contratações.

À vista disso, a ONU chama a atenção para o fortalecimento dos pequenos negócios, uma vez que ajuda a combater a pobreza, a criar vagas e a salvaguardar a subsistência de milhões de pessoas. Para tanto, destaca também o acesso à informação e a capacitação de colaboradores como prioridades, especialmente no mundo corporativo.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) reforça que as capacitações devem estar nas pautas das empresas, envolvendo avanços tecnológicos, mudanças climáticas e demográficas, globalização, geopolítica e impactos. Nesse âmbito, de forma pontual, o órgão exemplifica que 57% das empresas do setor têxtil e de confecção, no mundo, enfrentam dificuldades para encontrar as qualificações de que precisam para inovar.

Para tal, a ONU enfatiza que cúpulas e eventos se mostram como meios para formação e capacitação tanto de líderes quanto de colaboradores. Um deles é a 27ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 27), entre os dias 6 e 18 de novembro, em Sharm el-Sheikh, no Egito. Nesta edição, líderes mundiais debatem o tema “Juntos para a implementação” e impulsionam a ambição pelo alcance da meta do Acordo de Paris, de limitar o aquecimento global para abaixo de 2°C. O encontro relaciona, ainda, visões de empresários e apresenta caminhos para corporações.

Da mesma forma, a OIT, além das Conferências Internacionais do Trabalho, realizadas anualmente, promove formações e oferece acesso a formações para líderes corporativos.

O fundador e principal executivo do Latin American Quality Institute (LAQI), Daniel Maximilian Da Costa, compartilha da ideia de que as organizações devem investir em treinamentos e encontros de networking para um avanço contínuo da qualidade tanto dos líderes quanto da equipe. Com exemplo, ele cita a 16ª edição do Quality Festival, evento que reunirá mais de 150 empresas brasileiras, além de empresários de diferentes países da América Latina, na Cidade do Panamá, entre 22 e 24 de novembro.

“Hoje, os empresários, inclusive os que respondem pelas pequenas e médias empresas, precisam estar atentos à aplicação das práticas ESG, conceito de metaverso, reputação corporativa e mudanças climáticas. Esses eventos e cúpulas internacionais são grandes oportunidades para troca de experiências e geração de negócios”, finaliza.

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