Folha Vitória Pesquisa aponta diferença de mais de 220% em preços de materiais escolares em Vitória

Pesquisa aponta diferença de mais de 220% em preços de materiais escolares em Vitória

Além disso, alguns fatores, como a falta de matéria-prima e o valor elevado do dólar, têm contribuído para a alta dos preços dos produtos

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Uma pesquisa do Procon de Vitória apontou uma diferença de mais de 220% nos preços de materiais escolares, de uma loja para outra. O resultado do levantamento, que tem como objetivo ajudar as famílias a economizar antes da volta às aulas, foi divulgado nesta quinta-feira (7).

A pesquisa foi realizada nesta quarta-feira (6), em cinco papelarias da capital, nas quais foram levantados 64 itens. A diferença mais significativa foi constatada no preço da régua de plástico de 30 centímetros, que em um estabelecimento custa R$ 1,40 e, em outro, R$ 4,50. 

Segundo o Procon, a diferença também é grande na seção de pastas. O modelo de pasta com elástico (aba plástico, 245x335x17mm, transparente) foi encontrado em uma papelaria por R$ 3,40 e, em outra, por R$ 6,90. Uma variação de 102,94%.

Na seção de lápis, a diferença também é elevada. O lápis preto grafite (Ecolápis Multicolor nº 2, redondo, sem borracha) varia de R$ 0,60 a R$ 1,30, numa diferença de 116,67%.

Economia

O levantamento mostra ainda onde as famílias podem fazer mais economia, ou seja, em qual estabelecimento comercial vão encontrar o maior número de itens com o menor preço do mercado. A papelaria que possui a maior quantidade com valores mais baixos contabiliza 23 produtos da lista.

O subsecretário de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho de Vitória, Breno Panetto, ressaltou que a orientação do Procon Vitória é que as famílias pesquisem e busquem o melhor preço no mercado, negociem formas de pagamento e solicitem descontos para compras da lista ou de um volume maior de objetos.

"O Código de Defesa do Consumidor (CDC) proíbe a prática de 'venda casada'. A compra feita diretamente na escola deve ser uma opção, e não uma exigência", alertou Panetto.

O subsecretário acrescentou que os itens cobrados pelas listas de material escolar de uso coletivo estão regulados pelas leis federais 9.870/99 e12.886/13. Assim, os estudantes não são obrigados a pagar adicional ou fornecer qualquer material administrativo ou escolar de uso coletivo. "A lista de materiais a ser apresentada às famílias deve se restringir apenas a itens de uso pedagógico do aluno", frisou.

Panetto destacou ainda a importância da pesquisa. "O consumidor, munido de informações sobre seus direitos e consciente da variação de preço praticada no mercado, tem melhores condições de se posicionar para garantir a melhor oferta e negociar com os fornecedores. Isso também é exercer a cidadania e garantir seus direitos humanos".

Preços mais altos

Alguns fatores, como a falta de matéria-prima e o valor elevado do dólar, também têm contribuído para a alta dos preços do material escolar. Em uma papelaria no bairro Santa Lúcia, em Vitória, os preços estão, em média, de 5% a 10% mais altos. 

Entretanto, alguns produtos ficaram bem mais caros. Uma pasta de plástico, por exemplo, que custava R$ 5,90, em março, hoje sai por R$ 6,90 — uma variação de quase 17%. 

"Nós tivemos um reajuste em toda a linha de material, que está, em média, entre 5% e 10% mais cara, devido à falta de algumas matérias-primas que o mercado deixou em falta neste período de pandemia. A linha de plásticos faltou. Também tivemos um pequeno reajuste na linha de papéis, por causa da celulose e por causa do preço do dólar", destacou o gerente da loja, Dieisson Lima.

Além dos preços, a pandemia tem espantado a clientela. Em muitas papelarias, é comum encontrar os corredores vazios ou com poucas pessoas, bem diferente do que costumava ocorrer em anos anteriores, nesta época.

Para evitar contrair a covid 19, muitos consumidores estão preferindo comprar material escolar pela internet. Com mais de 40 anos de funcionamento, a papelaria de Santa Lúcia teve de se adaptar a essa nova realidade, e também passou a vender material escolar pela internet. Os pais mandam a lista e recebem o orçamento. "A gente tem feito as nossas cotações, pelo WhatsApp, e a gente está fazendo entrega para aqueles pais que não desejam vir à loja, por causa da pandemia", disse o gerente.

Com informações da Prefeitura de Vitória e da repórter Fernanda Batista, da TV Vitória/Record TV

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