Folha Vitória Polícia conclui inquérito sobre morte de ciclista em Camburi

Polícia conclui inquérito sobre morte de ciclista em Camburi

Luisa Lopes morreu ao ser atingida por um carro na avenida Dante Michelini em abril; detalhes da investigação serão conhecidos nesta quinta (06)

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Foto: Vinícius Vasconcelos | Instagram
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Luisa Lopes atravessava a avenida Dante Michelini, na praia de Camburi, quando foi atropelada

A Polícia Civil concluiu inquérito relacionado à morte da modelo e ciclista Luisa da Silva Lopes, de 24 anos, na noite de 15 de abril, feriado de Sexta-Feira da Paixão. A investigação, feita pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (DDT), durou quase seis meses.

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Ela foi atingida por um carro de passeio na Avenida Dante Michelini, no bairro Jardim da Penha, em Vitória, e morreu na hora. Ela atravessava a pista com sua bicicleta em direção à praia, na altura do Clube dos Oficiais.

Luisa cursava o último período de oceanografia na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e estudava inglês. Iria fazer intercâmbio no Canadá.

Detalhes sobre a investigação, imagens e vídeos serão divulgados em entrevista coletiva, na manhã desta quinta-feira (06), na Chefatura de Polícia Civil, em Vitória.

Motorista não quis fazer teste do bafômetro

A corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira, de 33 anos, foi apontada como a motorista que atropelou Luísa. Na época, ela se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas os policiais notaram que a mulher apresentava sinais de embriaguez. 

Foto: Reprodução/TV Vitória
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Corretora de imóveis Adriana Felisberto dirigia o carro que atropelou a ciclista Luisa Lopes

Após depoimento na Delegacia Regional de Vitória, Adriana foi autuada pelo crime previsto no Artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que diz respeito a conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência.

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Ela foi conduzida para o Presídio Feminino de Cariacica. Na audiência de custódia, pagou a fiança no valor de R$ 3 mil, arbitrada pelo juiz José Leão Ferreira Souto e foi liberada no dia seguinte à morte da modelo.

Revoltados com a decisão judicial, amigos e familiares da modelo promoveram uma manifestação no dia 19 de abril pedindo justiça pela morte da jovem. O ato aconteceu no mesmo local do acidente. 

Na época, o advogado de defesa de Adriana, Jamilson Monteiro Santos, afirmou que, após sair da penitenciária, a corretora de imóveis se consultou com médicos psiquiatras. Ele também havia pedido já requereu três pedidos de perícia junto à Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito. 

"Pedi uma perícia no local do acidente, perícia no veículo e também requisição de imagens de videomonitoramento para esclarecermos a dinâmica do fato", detalhou. O advogado não quis comentar se a corretora de imóveis admitiu que havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente. 

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