Folha Vitória Polícia procura 28 criminosos ligados a organização criminosa que atua na Grande Vitória

Polícia procura 28 criminosos ligados a organização criminosa que atua na Grande Vitória

tiveram a prisão decretada pela 8ª Vara Criminal de Vitória no dia 16 de setembro

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Foto: TV Vitória
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A polícia do Espírito Santo está à procura de 28 criminosos que integram ou possuem alguma relação com a facção denominada Primeiro Comando de Vitória (PCV). Segundo investigações da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual (MPES), a organização criminosa tem atuação em diversos pontos da Grande Vitória, especialmente na região do Bairro da Penha, na capital.

Todos esses 28 foragidos tiveram a prisão decretada pela 8ª Vara Criminal de Vitória no dia 16 de setembro. Na ocasião, foram expedidos mandados de prisão contra 45 criminosos ligados ao PCV.

Desse total, 16 foram presos durante a Operação Sicário, deflagrada pela Polícia Civil no dia seguinte. A prisão mais recente aconteceu no início da tarde desta quinta-feira (30), quando um homem de 25 anos foi detido na região do Parque Moscoso, em Vitória.

O suspeito foi preso por policiais civis do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e agentes da Guarda Municipal de Vitória (GMV). Segundo a polícia, o suspeito, que não teve o nome divulgado, atua como mensageiro do tráfico. 

“Compartilhamos informações sobre as características do investigado, o carro que ele usava e os locais de circulação com a Gerência de Inteligência da Guarda Municipal de Vitória. Hoje, o carro em que ele estava foi localizado por meio do Cerco Inteligente de Segurança, os agentes da guarda realizaram a abordagem e deram cumprimento ao mandado de prisão”, relatou o titular do DHPP, delegado Romualdo Gianordolli Neto.

O suspeito foi conduzido à sede do DHPP e, após os procedimentos, será encaminhado ao Centro de Triagem de Viana.

Outros traficantes ligados ao PCV, além dos 28 alvos da Operação Sicário, também são procurados pela polícia capixaba. Entre eles, o homem apontado como principal liderança da facção fora dos presídios e considerado o criminoso mais procurado do Espírito Santo: Fernando Moraes Pereira Pimenta, o "Marujo".

As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público apontam que o PCV também possui lideranças que ainda atuam de dentro das prisões. O principal seria Carlos Alberto Furtado da Silva, o "Nego Beto", que, mesmo preso, continua comandando ações da organização criminosa.

Para isso, segundo as investigações, ele e outros criminosos que também estão presos contam com a ajuda de advogados, responsáveis por repassar mensagens dos presídios até os traficantes que seguem foragidos, e vice-versa.

Leia também: Aliados do homem mais procurado do ES são presos em operação na Grande Vitória

Advogado é investigado por informar sobre operações policiais

Um dos advogados que teria relação com o PCV e, segundo a polícia, atuava como "pombo-correio" da organização criminosa é Wagner Silva Costa. Ele é investigado por alertar aos traficantes sobre a realização de operações policiais.

A Justiça expediu mandados de busca e apreensão contra o advogado, mas ele não estava no endereço alvo de uma ação da Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (30).

Os policiais estiveram em uma casa no bairro Jesus de Nazareth, em Vitória, que seria do investigado. No entanto, uma sobrinha do suspeito atendeu os agentes e informou que o tio não mora mais no imóvel. Por causa disso, os policiais não entraram na casa.

A reportagem do jornal online Folha Vitória teve acesso, com exclusividade, à decisão da 8ª Vara Criminal de Vitória, que expediu o mandado de busca e apreensão contra o advogado.

Segundo o documento, Wagner teria avisado a um criminoso a respeito de uma operação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra e da Força Nacional. O advogado teria ficado sabendo da operação no dia anterior.

Entretanto, de acordo com a decisão, não há outros esclarecimentos sobre qual foi a suposta participação do advogado nos fatos.

A decisão judicial também detalha que, neste momento, uma prisão temporária contra o advogado não é necessária, porque as apurações são prematuras.

No entanto, a Justiça permitiu que a polícia fosse até o endereço de Wagner, em busca de documentos, bilhetes, agendas e cadernos, que pudessem comprovar a ligação do advogado com o grupo criminoso.

Advogado nega acusação e vai prestar depoimento na terça-feira

A reportagem entrou em contato com o advogado Wagner Silva Costa, que negou as acusações e disse que não mora no imóvel alvo da operação policial há cinco anos. Também informou que irá ser ouvido pela polícia na próxima terça-feira (05) na DHPP.

O advogado Carlos Augusto, que assumiu a defesa de Wagner Silva Costa, também se pronunciou por meio de nota. Leia na íntegra:

"A defesa entende que é muito prematuro para nos pronunciarmos com relação ao processo, mas de plano já esclarecemos que, ao serem analisados os autos em sua íntegra, todas as medidas cabíveis serão tomadas para se provar a inocência do acusado."

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