Produção de uvas gera expectativa para Guarapari

Um programa de implantação da vinicultura em Guarapari foi iniciado no ano passado e busca desenvolver um polo de produção de uvas no município.

Foto: arquivo pessoal
Folha Vitória

Folha Vitória

Folha Vitória
As mudas distribuídas ainda estão em fase de formação.

Parece que nem só de praias viverá Guarapari. O projeto de implantação do cultivo de uvas, iniciado no ano passado, começa a ganhar forma e já distribuiu 22.500 mudas por diversas comunidades do município. As plantações ainda estão em fase de formação, mas a expectativa é que, futuramente, Guarapari se destaque na produção de uvas in natura, suco e vinho.

O engenheiro agrônomo Cassio Vinicius de Souza, extensionista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), explicou que a implantação da vinicultura em Guarapari surgiu por meio de uma parceria entre o instituto e a prefeitura. “Nós entramos com todos os conhecimentos tecnológicos sobre o cultivo e a assistência técnica, enquanto a prefeitura entrou com a compra das mudas”, afirmou.

Após a elaboração do projeto técnico, foi feita a apresentação do programa para os produtores de Guarapari. De acordo com o extensionista, 12.500 mudas foram distribuídas em 2018 e outras 10 mil este ano. “Abriu-se um cadastro para os produtores interessados e agora eles têm sido capacitados com técnicas de cultivo, de plantio, de irrigação, de controle de pragas, de adubação e tudo que envolve o manejo da cultura”, esclareceu.

Sandra Regina Butke é uma das participantes do programa. A produtora possui uma propriedade na comunidade de Aldeia Velha, em Guarapari, e conta que participou de cursos e palestras promovidos pelo Incaper. De acordo com ela, a lavoura, iniciada com mil mudas, está em formação e a primeira safra será entre 2021 e 2022. “Estou com muita expectativa. Pela nobreza da cultura e pelo potencial da atividade estar atrelada à agroindústria e ao turismo rural”, declarou.

Foto: arquivo pessoal
Folha Vitória

Folha Vitória

Folha Vitória
A produtora Sandra Butke é uma das participantes do programa.

O extensionista Cássio esclareceu que somente após os três primeiros anos agrícolas começa a produção. “A atividade da vinicultura é perene. Aqui no município, já se passou um pouco mais de um ano do início do programa. As mudas que foram distribuídas no ano passado já estão bem desenvolvidas e os resultados estão bem satisfatórios”, declarou.

Questionado sobre qual seria o clima ideal para a produção de uvas, o engenheiro agrônomo aproveitou para esclarecer um mito sobre o assunto. “Muitas pessoas têm a visão de que a vinicultura só é possível em locais com temperaturas mais baixas, mas isso é uma ideia errônea. A vantagem de se produzir em um clima mais quente é que você consegue mais de uma safra por ano. Porque a planta vai apresentar um vigor maior, vai vegetar mais, e vai ter maior velocidade de maturação do fruto”, informou.

Cassio adiantou que o primeiro Dia de Campo em uma lavoura de Guarapari acontecerá entre junho e julho de 2020, com o intuito de mostrar as técnicas de cultivo para produtores e para pessoas interessadas em adentrar ao mundo da vinicultura. “O programa promete que o município tenha destaque a nível estadual e, a longo prazo, um destaque nacional na produção de uva e vinho de qualidade”, concluiu.

Texto: Sara de Oliveira