Folha Vitória Promotor do caso Milena usa vídeos e aponta contradições em depoimentos de Valcir e Judinho

Promotor do caso Milena usa vídeos e aponta contradições em depoimentos de Valcir e Judinho

Réus são acusados de serem os intermediários no assassinato da médica disseram que não conheciam o executor da vítima

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Foto: Reprodução
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Hermenegildo (esq.) e Valcir são apontados como intermediário no assassinato de Milena Gottardi

O promotor de Justiça Bruno Simões apontou contradições em depoimentos dos réus Valcir da Silva Dias e Hermenegildo Palauro Filho, o Judinho, apontados como intermediadores do assassinato da médica Milena Gottardi, ocorrido em setembro de 2017 no estacionamento do Hospital das Clínicas (Hucam), em Vitória. O júri do caso que define o destino dos seis réus no homicídio da oncologista pediátrica chega ao seu sétimo dia de duração neste domingo (29).

Segundo Simões, as declarações de Valcir e Hermenegildo de que não conheciam Dionathas Alves Vieira, que confessou ter atirado em Milena, são mentirosas. "O depoimento da mãe de Dionathas prova que a declaração dos réus de que não conheciam Dionathas e Bruno é uma grande mentira pois viviam com o filho dela, encontrando-se com ele, inclusive, por diversas vezes na casa dela", apontou. 

Os promotores exibiram para os jurados dois vídeos para provar essas contradições: um da Polícia Civil fazendo a reconstituição do crime com a colaboração de Dionathas e outro das câmeras do sistema de videomonitoramento do próprio Hucam. 

No vídeo da reconstituição, gravado no local do crime em 2019, com duração de 10 minutos, Dionathas explica como tudo aconteceu e afirma que esteve com Valcir e Judinho antes de encontrar a médica, que saía do plantão com uma amiga. 

Aflição de Milena

O promotor, em seguida, exibiu os vídeos da câmera do hospital que mostra a chegada de Valcir e Hermenegildo ao Hucam, no dia do crime, por volta das 17h30. As imagens mostram o momento exato que eles chegam, estacionando no local indicado por Dionathas, no dia em que fez a reconstituição com a polícia no hospital, detalhando a dinâmica do assassinato.

Logo depois, as imagens mostram o executor chegando ao local também, de moto. Ele passa e estaciona o veículo próximo ao veículo onde estão Heremenegildo e Valcir.

Na sequência, o promotor exibe as imagens de Milena, acompanhada de um amiga, minutos antes de ser morta. "O vídeo mostra bem Milena olhando para trás o tempo todo, para os cantos. Ela estava aflita. Sabia que ia morrer. Sabia que tinha chegado o fim para ela. Pensem, senhores jurados, no que essa mulher passou!", ressaltou Bruno Simões.

Ele destaca também o vídeo exibido anteriormente, da reconstituição da polícia, feito com a colaboração de Dionathas. "O depoimento de Dionathas bate com o que foi dito pela médica que estava com Milena no dia. Então, a versão apresentada pelos réus é um embuste, um engodo, chegando a indicar que tudo não passa de um grande complô , inclusive, com pretensões políticas", apontou.

"Além de ladrões de vida, eles estão querendo roubar as dignidades de vossas excelências", concluiu.

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