Folha Vitória Psicóloga aponta os principais sinais e como se livrar de uma relação tóxica

Psicóloga aponta os principais sinais e como se livrar de uma relação tóxica

O relacionamento abusivo vai muito além do ciúme e da agressão física. Nem sempre a vítima sabe que está em um relacionamento abusivo

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Foto: Reprodução/Pexels

No tempo ao qual vivemos, onde o mundo é mostrado de forma "quase perfeita" nas redes sociais, uma questão muito preocupante pode estar escondida dentro de casa. Estamos falando de relacionamentos abusivos, situação que tem ganhado cada vez mais espaço nos noticiários, e levando mulheres e homens a denunciar esse tipo de abuso. 

O relacionamento abusivo vai muito além do ciúme e da agressão física, por isso, nem sempre a vítima sabe que está envolvida em um. Dessa forma, por mais que não aconteçam ações violentas por parte do companheiro, a vítima, por muitas vezes, acaba naturalizando essas atitudes.

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A psicóloga Tassiane Maria Kunsch alerta que o relacionamento tóxico pode ser resumido pelo desejo de controlar o parceiro(a), isto é, de tê-lo apenas para si. Esse comportamento vai surgindo aos poucos, sutilmente, apresentando sinais ao longo do tempo que vão causando sofrimento e dor.

Mas engana-se quem pensa que o abuso está apenas associado a pontos negativos. Uma relação abusiva se caracteriza pelo excesso. Há quem ame em excesso, e viva para agradar o companheiro. A psicóloga ressalta que deve-se observar os sinais. "Se o amor em excesso trás consigo desconfianças, inseguranças, causando um mal a si e ao outro, é necessário avaliar se isso é amor ou um sentimento de posse",  disse.

Como identificar um relacionamento abusivo?

De acordo com a médica, o abuso ocorre quando o abusador se aproveita da fragilidade e vulnerabilidade financeira, física e emocional de outra pessoa, mas ela alerta: "O abuso não é tão evidente assim, pois, como é algo, às vezes, subjetivo, não necessariamente se sustenta em socos ou gritos. Muitas vezes pode estar associado a um sistemático processo de desqualificação, manipulação e chantagem". 

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Geralmente, vítimas de relacionamentos abusivos têm dificuldade de sair desse tipo de relacionamento, já que sofrem ameaças por parte do abusador. O medo e receio do que possa vir a acontecer as impedem de denunciar ou colocar um ponto final na relação. 

Quando uma relação abusiva passa a ter agressões e estupros, a vítima deve buscar ajuda e denunciar o agressor. A psicóloga Tassiane revela que é importante a vítima não aceitar que essa situação aconteça. Além de fazer a denúncia do agressor, ela também orienta a buscar ajuda psicológica.

Veja alguns exemplos de abusos dentro do relacionamento

Chantagens

É característica de um relacionamento tóxico o companheiro dizer que a pessoa não vai conseguir ninguém melhor, e que a outra pessoa precisa dela.

Reações de agressividade

Puxar o braço, segurar forte ou usar a força física para “te acalmar”. Há pontos também, onde o indivíduo não te agride, mas desconta a raiva batendo em mesas, portas, paredes e objetos, como forma de demonstrar o seu poder.

Redes sociais

O controle do que o companheiro faz nas redes sociais da vítima, também é característica de um relacionamento abusivo:

- Obrigar revelar as senhas pessoais;
- Controlar com quem a vítima conversa;
- Cobrança em relação a curtidas nas redes sociais.

Existe alguma saída? 

Livrar-se de uma relação tóxica é bem complicado, mas o apoio de familiares e amigos pode ajudar muito no processo, para que a pessoa entenda que não necessita passar por essa situação. 

A psicóloga Tassiane ressalta que o papel do psicólogo, nesses casos, é fundamental. "Em primeiro lugar, ele ajudará a vítima a perceber que está em um relacionamento abusivo. Depois, o profissional conduzirá a pessoa no caminho de restaurar a autoestima. Dessa forma, ela poderá quebrar o ciclo do relacionamento abusivo e, por fim, livrar-se dele sem cair nas chantagens do parceiro agressor. Esse processo possibilitará que a pessoa retome o curso normal de sua vida, volte a ter relações familiares e retome seu desempenho normal no trabalho", disse.

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