Folha Vitória Puxada pelo preço dos alimentos, inflação na Grande Vitória fecha 2020 com avanço de 5,15%

Puxada pelo preço dos alimentos, inflação na Grande Vitória fecha 2020 com avanço de 5,15%

O índice ficou acima da média nacional no período, de 4,52%. Já a inflação registrada em dezembro acelerou 1,41% na região metropolitana

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Puxada principalmente pela alta dos preços dos alimentos, a inflação na Grande Vitória, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação do País, fechou o ano passado com um avanço de 5,15%. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice ficou acima da média nacional no período, de 4,52%.

O grupo alimentação e bebidas foi o que causou o maior impacto no resultado. Segundo o IBGE, a variação acumulada do ano, para esse grupo, foi de 18,35% na região metropolitana do Espírito Santo, superando a média nacional, de 14,09%. Destaque também para os gastos com habitação e artigos de residência, que aumentaram 7,67% e 6,96%, respectivamente. 

Também houve registro de alta nos grupos: comunicação (2,71%), saúde e cuidados pessoais (2,24%), despesas pessoais (1,89%), transportes (0,52%) e educação (0,17%). Os únicos itens que tiveram queda de preço foram os de vestuário, cuja variação negativa foi de 1,09%.

Variação mensal

Somente em dezembro, a inflação na Grande Vitória acelerou 1,41%, também superando o IPCA registrado em todo o país, de 1,35%. O índice também foi o maior registrado em um mês, em 2020.

Ao longo do mês passado, o grupo habitação foi o que mais pesou, com uma variação de 3,8%, seguido de educação (2,93%). Já o aumento registrado em alimentação e bebidas ficou em 0,9%.

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Inflação nacional

A alta de 4,52% no IPCA acumulado de 2020, no País, foi a maior desde 2016. O resultado ficou acima do centro da meta perseguida pelo Banco Central (BC), de 4%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos. No ano marcado pela covid-19, os preços dos alimentos deram o tom.

Quando a pandemia se abateu sobre a economia, provocando a recessão global, o IPCA chegou a registrar taxas negativas. Com as atividades paradas, os preços, especialmente de serviços, despencaram nos primeiros meses de isolamento social. Todas as previsões apontavam, na época, para um IPCA abaixo da meta do BC no ano passado.

O cenário virou a partir de meados do ano passado. Com a concentração da demanda em itens básicos e a alta do dólar, os alimentos para consumo no domicílio começaram a encarecer rapidamente. Fecharam 2020 com alta de 14,09%, a maior desde 2002, quando foi de 19,47%.

A decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de adotar bandeira vermelha — uma taxa extra na conta de luz para compensar o maior uso de usinas térmicas, mais caras —, em dezembro, era o que faltava para o IPCA de 2020 extrapolar a meta.

Já a alta de 1,35% registrada pelo IPCA, em dezembro, foi o resultado mais elevado desde fevereiro de 2003, quando havia aumentado 1,57%. Considerando apenas os meses de dezembro, a taxa foi a mais elevada desde 2002, quando subiu 2,10%. Em dezembro de 2019, o IPCA havia ficado em 1,15%.

Com informações do Estadão Conteúdo

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