Folha Vitória Reduzir 250 calorias diárias pode melhorar o funcionamento do coração, diz pesquisa

Reduzir 250 calorias diárias pode melhorar o funcionamento do coração, diz pesquisa

Pesquisa mostra que pequenos hábitos diários podem garantir mais qualidade de vida; Educador físico explica como rotina leve pode ser eficaz

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Manter uma rotina de exercícios pelo menos quatro vezes por semana e reduzir 250 calorias por dia podem impedir o endurecimento e perda da elasticidade da aorta em pacientes obesos. É o que garante um estudo recém publicado pela revista científica Circulation. 

A pesquisa avaliou por cinco meses o comportamento de 160 adultos obesos, com idades entre 65 e 79 anos, que não praticavam atividades físicas. Eles foram divididos em três grupos: 

- um de pessoas que praticavam atividades; 

- outro com pessoas que praticavam atividades e fizeram redução de 250 calorias diárias na alimentação;

- um terceiro grupo que praticava atividades físicas e fez a redução de 600 calorias por dia.

Com monitoramento por ressonância magnética diária, viu-se que os dois grupos que se exercitam e tiveram redução de calorias tiveram redução de 10% do peso, enquanto nada ocorreu com o grupo que só mantinha a atividade física

Porém, o que chamou a atenção foi que apenas o grupo que reduziu 250 calorias teve melhora na rigidez da aorta, inclusive na comparação com o grupo com redução calórica mais intensa.

Para o personal trainer e educador físico, Tauan Gomes, o estudo revela que pequenos hábitos diários podem garantir grandes impactos na saúde.

“É fundamental se exercitar e manter a qualidade na alimentação. Não é o esforço extremo, e sim a dedicação e continuidade das práticas que trazem resultados”, pontua.

Diante dos dados da pesquisa, o especialista recomenda que quem busca uma mudança de vida e mais saúde, faça atividades simples e prazerosas, como caminhada, dança, esportes com amigos. 

"Pode parecer pouco, mas é comprovadamente eficiente. Além disso, busque ajuda profissional para melhorar a alimentação, também sem grandes impactos, mas reeducando a rotina para que a alimentação seja aliada, e não inimiga”, completa.

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