Folha Vitória Responsável por obra em rua que cedeu em Cariacica pode ser autuado e processado, diz Crea-ES

Responsável por obra em rua que cedeu em Cariacica pode ser autuado e processado, diz Crea-ES

Uma fiscalização foi realizada, na manhã desta quinta-feira (25), para averiguar a situação do local

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Foto: Arleson Schneider / TV Vitória
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A empresa ou o engenheiro responsável pelas obras na rua que cedeu, no bairro Aparecida, em Cariacica, pode ser autuado e processado. A informação foi confirmada durante a vistoria realizada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-ES) no local do deslizamento. Uma residência foi atingida e 11 pessoas precisaram se abrigar na casa de familiares. 

A vistoria foi realizada na manhã desta quinta-feira (25). Segundo o engenheiro do Crea-ES, Giuliano Battisti, as informações ainda estão sendo apuradas para identificar os responsáveis pela obra. Ele afirmou que moradores contaram que a obra foi realizada por meio de doações, na qual os materiais foram deixados no local.

"Se houve esse fato (da doação), isso tem que estar constatado e pode levar à processos, inclusive, éticos. Pode haver autuações de até R$ 7 mil. Se a empresa fez o serviço e não emitiu o documento de responsabilidade técnica, isso dá uma multa. Se o profissional que foi contratado não fez o que manda a engenharia, ele pode sofrer processos éticos, perdendo, inclusive, a carteira de registro dele", disse o engenheiro.

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Nesta primeira vistoria no local, os representantes do Crea-ES apuraram as informações preliminares. Segundo Battisti, apurações internas também estão sendo realizadas. "Temos que verificar para entender o que está acontecendo. No Crea, estamos fazendo levantamento de informações para fiscalização no aspecto fiscal e técnico. Já estamos levantando sobre quais foram os responsáveis técnicos por esta obra, qual foi a empresa contratante, a contratada", contou.

O Crea-ES apurou que, no local, há dois muros de contenção, chamados de muro de arrimo, um de cada lado. No entanto, entre os dois, o que havia era um muro simples, feito com blocos e sem ancoragem de suporte. Moradores contaram que ali havia um local de passagem, com uma escadinha.

As apurações continuam sendo realizadas. "Precisamos fiscalizar todos os serviços que envolvem a engenharia, as obras públicas e privadas e, inclusive, a ética profissional: as obras, que precisam ter um engenheiro; qual foi o comportamento do engenheiro; se teve anotação de responsabilidade técnica; se as empresas estão registradas no Conselho; entre outros detalhes", afirmou Battisti.

Relembre

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O desabamento aconteceu na última terça-feira (23). Os 11 residentes da casa atingida moram de aluguel e contaram que o muro já estava encharcado, o que já dava indícios de que algo pudesse acontecer. Parte da parede da sala da residência foi atingida. Ninguém ficou ferido no acidente.

A Defesa Civil esteve no local e interditou a residência após avaliar que algumas mudanças devem ser feitas para que o imóvel volte a ficar seguro. Os técnicos informaram que as causas do desabamento estão sendo investigadas.

Segundo a Defesa Civil, outras partes da rua ainda podem ceder. Por este motivo, preventivamente, o local está interditado e a família está na casa de parentes até que a situação seja normalizada.

*Com informações dos repórteres Arlesson Schneider e Nathália Munhão, da TV Vitória/Record TV

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