Folha Vitória Réus do caso Milena Gottardi começam a ser ouvidos nesta sexta-feira

Réus do caso Milena Gottardi começam a ser ouvidos nesta sexta-feira

No mesmo dia, deve ser encerrada a fase dos depoimentos das testemunhas de defesa, com a realização de oitivas por meio de videoconferência

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Foto: Iures Wagmaker / Folha Vitória
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Os réus acusados de participação no assassinato da médica Milena Gottardi, em setembro de 2017, devem começar a depor nesta sexta-feira (27). A previsão é da assessoria jurídica do Fórum Criminal de Vitória, onde o júri é realizado.

A expectativa é de que três testemunhas de defesa do ex-marido de Milena, Hilário Frasson, acusado de ser um dos mandantes do crime, sejam ouvidos nesta quinta-feira (26). 

Ao foram arroladas cinco testemunhas pela defesa do ex-policial civil. O primeiro a prestar depoimento, já no período da noite, foi o porteiro do prédio onde Hilário e Milena viviam antes de se separarem. 

Na manhã desta sexta, a previsão é de que seja ouvida a última testemunha convocada pela defesa de Hilário, o desembargador aposentado Arnaldo Santos Souza. Ele dará depoimento por videoconferência, sendo a primeira vez que esse formato será utilizado pelo Fórum Criminal de Vitória. 

Ainda na sexta, após o desembargador, será tomado o depoimento da testemunha de defesa de Esperidião, José Ferreira Campanholi, encerrando a fase das oitivas das testemunhas.

Ordem dos depoimentos dos réus

O promotor do Ministério Público Estadual (MPES), Leonardo dos Santos, falou sobre a ordem dos depoimentos dos réus. "A ordem começa pelo executor, o Dionathas. Em seguida, segue Bruno. Vai para os considerados intermediários e termina com Esperidião e Hilário Frasson", detalha. 

O promotor acredita que o júri chegue a uma conclusão na terça-feira. "Além de colher o depoimento de seis pessoas, teremos o momento dos debates, com as réplicas e as tréplicas entre acusação e defesa", explicou.

Quem são os réus do processo

Hilário Frasson - ex-marido da médica e ex-policial civil

Esperidião Frasson - ex-sogro da vítima

Valcir da Silva Dias e Hermenegildo Palauro Filho - acusados de serem intermediadores do assassinato

Dionathas Alves Vieira - acusado de ser o executor do crime

Bruno Rodrigues Broetto - apontado como o responsável por conseguir a moto utilizada no dia do assassinato

Entenda a participação de cada réu no caso

As investigações concluíram que Hilário e Esperidião encomendaram o assassinato de Milena Gottardi por não aceitarem o fim do casamento entre ela e o então policial civil. Para isso, eles teriam contratado Valcir e Hermenegildo para dar suporte ao crime e encontrar um executor.

Ainda segundo a polícia, Dionathas Alves foi o escolhido para executar o "serviço" — como os envolvidos se referiam ao assassinato da médica. Para isso, ele receberia uma recompensa de R$ 2 mil.

Foto: Arte/Julio Lopes
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Dionathas teria usado uma moto, roubada pelo cunhado Bruno, para seguir de Fundão até Vitória e matar Milena.

O veículo foi apreendido em uma fazenda em Fundão, no mesmo dia em que Dionathas e Bruno foram presos. O executor confesso do assassinato disse à polícia que o crime foi planejado durante cerca de 25 dias.

O inquérito, no entanto, aponta que o planejamento do homicídio começou pelo menos dois meses antes do crime. Segundo as investigações, os seis acusados de envolvimento na morte de Milena Gottardi trocaram 1.230 ligações e formaram uma rede de comunicação antes e após o crime.

Depoimentos de quatro suspeitos de envolvimento do crime detalharam como foi o planejamento do assassinato da médica.

De acordo com informações da Secretaria de Estado da Justiça, Hilário Frasson está preso na Penitenciária de Segurança Média I; Esperidião Frasson, no Centro de Detenção Provisória de Viana II; Valcir, no Centro de Detenção Provisória de Vila Velha; Hermenegildo, no Centro de Detenção Provisória da Serra; e Dionathas e Bruno, no Centro de Detenção Provisória de Guarapari.

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