Folha Vitória Secretário fala sobre acusação de omissão de dados da covid-19: "Não existe essa possibilidade"

Secretário fala sobre acusação de omissão de dados da covid-19: "Não existe essa possibilidade"

Em entrevista da TV Vitória, o secretário de saúde em exercício, Luiz Carlos Reblin, comentou a circulação de mensagens nas redes sociais que acusam o governo de esconder dados da covid-19 durante o primeiro turno das eleições

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Foto: Reprodução TV Vitória
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Em meio ao aumento no número de casos graves diários e de internações por coronavírus no Espírito Santo, o secretário de saúde em exercício, Luiz Carlos Reblin, em entrevista ao ES no Ar, da TV Vitória / Record TV, desta quarta-feira (18) comentou sobre  a propagação de mensagens nas redes sociais, ocorrida durante o período de campanha eleitoral, de que o governo do Estado teria omitido dados sobre a pandemia e que somente agora, passado o primeiro turno da eleição, os números estivessem sendo divulgados.

Sobre as postagens, Reblin afirmou que o Estado desde o início da pandemia divulga os números da doença no Painel Covid-19, e que não existe a possibilidade de omissão ou de números adulterados.

"Aqui não tem fake news. Nós temos um sistema totalmente transparente, que é alimentado lá na base pelos municípios e lá na ponta pelos hospitais. E isso está disponível desde o início da pandemia para o cidadão capixaba. Não há essa possibilidade. O que há, é uma previsão inicial, que roda o mundo, não é só no Espírito Santo, que são ondas, como as pessoas estão chamando, que são aumentos de casos, depois diminui, depois aumenta... Coincidiu, e, é a história natural da doença, que estas ondas viessem nesse período. Não há condição, nem possibilidade de esconder qualquer informação da sociedade, porque ela está disponível e é alimentada por profissionais da saúde", esclareceu o secretário.

Panorama 

Sobre a atual situação da covid-19 no Espírito Santo, Reblin afirmou que Estado vive uma fase de elevação da doença e explicou que este comportamento já era esperado desde o início da pandemia.

"Esta era a previsão, que nós teríamos uma primeira  elevação no número de casos, que nós chamamos de onda, porque no gráfico ela aparece como uma onda. E isso era previsto, pois a gente tem um primeiro grupo que se contamina, como se fossem pequenas ondas quando a gente joga uma pedra numa lâmina d'água, a pedra cai e vai formando aquelas ondas, assim a doença se dissemina, depois diminui e a onda para. Depois vem outra pedrinha jogada na água, a doença vai se espalhando até atingir um número grande de pessoas e novamente vai diminuir. Então, nós estamos sim numa fase de elevação da doença no Estado", disse.

Foto: Divulgação
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Leito de UTI no hospital Dório Silva

O secretário em exercício também falou sobre a ocupação dos leitos de UTI, que já está em 80%. De acordo com Reblin, o Estado está preocupado em ampliar a capacidade de atendimento. Segundo ele, desde o começo de novembro, cerca de 55 leitos em hospitais foram revertidos para covid-19 no Espírito Santo e que a secretaria de saúde também tem buscado comprar leitos na rede privada, para garantir uma margem de atendimento aos pacientes.

A taxa de ocupação de leitos de UTI acaba influenciando no Mapa de Risco, que classifica as cidades do Estado e define quais atividades sociais e econômicas podem funcionar durante a pandemia. Segundo Reblin, a situação atual aponta que novos municípios devem entrar na lista de cidades de 'Risco Moderado' na próxima atualização do mapa.

"A taxa de ocupação de leitos de UTI, para o Mapa de Risco,  é utilizada calculando-se a taxa de ocupação dos possíveis leitos de UTI que nós temos a disposição, que sempre serão 715 leitos. Se esta taxa ultrapassar 50%, ai aumenta o risco de municípios passarem para o risco moderado. Dependerá da taxa de ocupação destes possíveis 715 leitos nesta semana. Esse cálculo ainda será feito. Neste momento nós temos uma situação que aponta a possibilidade de que alguns municípios podem caminhar para o risco moderado, porém outras condições contribuem para essa mudança, não apenas a taxa de UTI", explicou Reblin.

* Com informações da TV Vitória / Record TV

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