Folha Vitória Sesa volta atrás após acordo com o MPES e vai aumentar intervalo para a 2ª dose da Astrazeneca

Sesa volta atrás após acordo com o MPES e vai aumentar intervalo para a 2ª dose da Astrazeneca

A decisão acontece após um acordo firmado entre Ministério Público e Secretaria de Saúde; MPES havia notificado o secretário Nésio Fernandes para respeitar prazo definido em Plano Nacional

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Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF
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Um acordo feito entre o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) estabeleceu que o Governo do Estado não poderá antecipar a aplicação da segunda dose da Astrazeneca durante a vacinação contra a covid-19. 

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As informações sobre o acordo foram repassadas pelo MPES. Desta forma, permanece o intervalo de 12 semanas (90 dias) entre a D1 e a D2 do imunizante e não de oito semanas como estava sendo realizado pelo Estado. 

Apenas a abertura das vagas para o agendamento poderá ocorrer antes. Permitindo aos municípios uma organização dos serviços de saúde para que nenhum usuário fique com a segunda dose em atraso.

Além disso, segundo o MPES, tal intervalo deverá constar no cartão de vacinação das pessoas que receberem a dose. 

Sesa tinha orientado antecipação da dose

No dia 22 de junho, em coletiva de imprensa da Sesa, o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, disse que os municípios poderiam antecipar a aplicação da segunda dose do imunizante da Astrazeneca.  

Com isso, pessoas que completaram 70 dias ou mais da aplicação da primeira dose poderiam receber a D2. No entanto, o Plano Nacional de Vacinação (PNI) orienta que a aplicação ocorra apenas após o prazo de 12 semanas.

Entenda a história 

O MPES notificou o secretário Nésio Fernandes no último dia 25 de junho, pedindo que ele não orientasse gestores municipais de saúde a anteciparem a segunda dose da vacina Astrazeneca.

Em outra coletiva de imprensa, realizada nesta última segunda-feira (28), dois dias após a notificação do MPES, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, chegou a dizer que o adiantamento da aplicação da D2 contribui para a criação da imunidade da população.

"Estamos lembrando que antecipamos a vacinação da AstraZeneca porque as doses já estavam aqui. Não havia sentido, já que a indicação se enquadra dentro do prazo de aplicação. Não tem muito sentido guardar as doses que vão ser aplicadas nessas pessoas", defendeu Reblin.

O Jornal Online Folha Vitória questionou o posicionamento da Sesa. Assim que responderem, a matéria será atualizada. 

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