Folha Vitória Sesa volta atrás e autoriza outras vacinas para dose de reforço em quem recebeu a Janssen no ES

Sesa volta atrás e autoriza outras vacinas para dose de reforço em quem recebeu a Janssen no ES

Agora essas pessoas poderão receber vacinas da Pfizer e AstraZeneca como opção à dose de reforço

Foto: Divulgação/ Sesa
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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) atualizou, nesta quarta-feira (08), as recomendações para a aplicação da dose de reforço na população que recebeu a dose única da vacina da Janssen contra a covid-19. Agora essas pessoas poderão receber vacinas da Pfizer e AstraZeneca como opção à dose de reforço.

A orientação anterior, seguindo a recomendação do Ministério da Saúde, era de que quem recebeu a dose única da Janssen deveria receber o reforço do mesmo laboratório. A exceção é para grávidas e puérperas — mulheres que deram à luz há até 45 dias —, que deveriam tomar a dose de reforço da Pfizer.

Entretanto, devido à demora do Ministério da Saúde em enviar ao Espírito Santo novas doses da Janssen, para atender aos cerca de 104 mil capixabas que receberam a dose única, a Secretaria da Saúde resolveu mudar a recomendação. 

Dessa forma, ficará válido, em todo território capixaba, o uso do imunizante Pfizer e AstraZeneca como opção à dose de reforço, na indisponibilidade de vacinas da Janssen. 

A população de 18 anos a 59 anos deve receber o reforço em um intervalo de cinco meses após a aplicação da dose única. Já o intervalo para a nova aplicação aos idosos com mais de 60 anos é de 90 dias — três meses.

A nova recomendação foi definida por meio da Comissão Intergestores Bipartite (CIB). A nova resolução, segundo a Sesa, será publicada ainda nesta semana.

Ainda de acordo com a secretaria, a medida teve como base dados epidemiológicos, evidências científicas e discussões com especialistas da Câmara Técnica Assessora em Imunização e Doenças Transmissíveis no uso do sistema heterólogo entre imunizantes para a vacinação contra a covid-19.

A Sesa destaca, no entanto, que havendo doses da Janssen disponíveis, o reforço homólogo poderá ser feito para quem tomou a dose única. A exceção continua para as gestantes e puérperas, que devem continuar sendo imunizadas com a vacina da Pfizer. 

Ministério da Saúde mudou as regras na vacinação da Janssen em novembro

No dia 25 de novembro, o Ministério da Saúde divulgou uma nota técnica, em que orienta que os 4 milhões de brasileiros que se vacinaram com o imunizante da Janssen tomem uma dose de reforço, entre dois e seis meses após a primeira aplicação. 

Segundo o Ministério da Saúde, a orientação foi baseada em estudos científicos, que mostram um aumento significativo na imunidade após a aplicação de mais uma dose da vacina, principalmente com intervalo mais longo, de seis meses.

Se a dose de reforço, segundo estudos, for aplicada com um intervalo de seis meses, os níveis de anticorpos aumentam nove vezes após uma semana com a imunização da Janssen. Esse índice segue aumentando em até 12 vezes quatro semanas após a aplicação do reforço.

A nota técnica citou uma pesquisa norte-americana que demonstrou que a dose de reforço, quando aplicada com um intervalo mínimo de dois meses, fornece até 94% de proteção contra a covid-19.

Com dose única do imunizante, o índice é de 75%. O estudo também demonstrou que os níveis de anticorpos aumentaram de quatro a seis vezes com a dose de reforço.

Os resultados embasaram o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês) a também recomendar a dose de reforço da Janssen.

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