Folha Vitória Suspeito preso por "sequestro do Pix" se escondeu em caixa de esgoto

Suspeito preso por "sequestro do Pix" se escondeu em caixa de esgoto

Rapaz foi encontrado após a revista de alguns prédios na região de Jardim da Penha. Ele e outros três jovens foram encaminhados para...

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Foto: Divulgação/Sesp
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Um dos suspeitos detidos nesta sexta-feira (6) por integrar a "quadrilha do Pix", estava escondido em uma caixa de esgoto antes de ser capturado pela polícia.

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De acordo com o major Isaac, da Polícia Militar, o quarto suspeito, de 24 anos, detido durante a operação, é apontado como o chefe da quadrilha que atua em Jardim da Penha.

"Ele é identificado como liderança dessa quadrilha, que não é composta apenas pelos quatro presos. Ele que cometeu o crime na quarta-feira. Nós já tínhamos a identificação e qualificação dele, trata-se de um indivíduo com mandado de prisão em aberto e foragido do sistema prisional", explicou o major.

O crime de quarta-feira que o major se refere foi o sétimo sequestro-relâmpago registrado em Jardim da Penha em menos de três meses. Na ocasião, a vítima fez transações bancárias para o suspeito e ficou sob seu domínio por mais de 20 minutos.

Caixa de esgoto é usada como esconderijo

O major Isaac contou que o último homem a ser preso foi encontrado após a revista em alguns prédios na região de Jardim da Penha. Para se esconder, o suspeito decidiu mergulhar em uma caixa de esgoto.

"Nós apertamos o cerco contra ele, chamamos apoio do batalhão de cães, o Batalhão de Missões Especiais, o Notaer, fizemos o cerco em todo o quarteirão do Hotel Aruan. Revistamos cada quarto do hotel e revistamos todos os prédios do quarteirão. No último prédio de revista, encontramos ele na caixa de esgoto. Foi levantada a caixa e ele tinha mergulhado nela", contou.

Ainda segundo o major Isaac, o jovem foi encontrado após o policial que estava no local, percebeu bolhas subindo na caixa de esgoto. 

Ao encostar o pé na água, o rapaz se levantou e já confessou tanto a participação no assalto à médica nesta sexta-feira, quanto no crime da quarta-feira.

>> Jovem preso por "sequestro do Pix" já foi detido em 2018 em Jardim da Penha

Durante a identificação dos suspeitos, a médica de 51 anos apontou ele como sendo o líder do grupo.

"A médica o identificou como liderança porque disse que ele tinha essa característica do tipo 'o dinheiro vai ficar comigo, você vai fazer isso e aquilo', como se fosse realmente um líder do grupo", disse.

Um dos suspeitos tem 17 anos e foi apreendido. Os outros três envolvidos foram encaminhados para a Delegacia Regional de Vitória. O jornalismo da TV Vitória entrou em contato com a Polícia Civil para saber mais detalhes sobre a autuação dos suspeitos, mas até o momento não obteve retorno.

Criminosos foram autuados

Os quatro suspeitos envolvidos no crime foram conduzidos para a Delegacia Regional de Vitória, sendo três detidos pela Guarda Municipal de Vitória e um pela Polícia Militar.

Os detidos pela GMV têm 17, 18 e 28 anos, que foram autuados em flagrante da seguinte forma:

Os jovens de 18 e 28 anos foram autuados por roubo com concurso de pessoas e restrição de liberdade da vítima, extorsão com restrição de liberdade da vítima e corrupção de menor. 

O rapaz mais velho também foi autuado por crime de falsa identidade. Contra ele também havia um mandado de prisão em aberto, que foi cumprido.

O menor foi autuado por atos infracionais análogos aos crimes de roubo com concurso de pessoas e restrição de liberdade da vítima e extorsão com restrição de liberdade da vítima. 

Os criminosos foram conduzidos ao Centro de Triagem de Viana. Já o menor foi levado para o Ciase.

O rapaz p´reso pela Polícia Militar tem 24 anos e se chama João Vitor Almeida da Silva. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de roubo com concurso de pessoas e restrição de liberdade da vítima, extorsão com restrição de liberdade da vítima e corrupção de menor. 

Ele tinha um mandado de prisão em aberto, que foi cumprido e encaminhado ao Centro de Triagem de Viana.

As investigações seguem em andamento e a Polícia Civil orienta que as vítimas registrem ocorrência, para que os casos sejam investigados. O registro pode ser feito em qualquer delegacia, ou por meio da Delegacia Online.

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