Folha Vitória Tecnologia a serviço da saúde: Hospital Evangélico de Vila Velha produz conteúdo virtual para conscientizar pacientes

Tecnologia a serviço da saúde: Hospital Evangélico de Vila Velha produz conteúdo virtual para conscientizar pacientes

Lives e vídeos foram divulgados durante Novembro Azul após pesquisa apontar que homens deixaram de fazer consulta ou tratamento médico devido à pandemia.

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Foto: Divulgação
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A tecnologia foi o meio encontrado pelo Hospital Evangélico de Vila Velha (HEVV) para ampliar a conscientização e disseminar o conhecimento em tempos de pandemia da Covid-19. Nesta semana, o hospital encerra a campanha Novembro Azul, desenvolvida nas redes sociais com o objetivo de reforçar a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata.

A iniciativa do hospital contribuiu para ampliar o acesso à informação, sobretudo neste momento atípico em que muitos pacientes estão evitando atendimentos. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), 55% dos homens acima de 40 anos deixaram de fazer alguma consulta ou tratamento médico devido ao cenário provocado pelo coronavírus. A pesquisa ainda aponta que 57% dos entrevistados notaram um impacto negativo na saúde.

“Os dados nos mostram que o diagnóstico precoce de câncer de próstata, essencial para a cura, poderá ser afetado se não houver uma procura dos homens pelos serviços de saúde. Se o paciente já evitava ir ao médico, a pandemia o afastou ainda mais”, alerta o urologista do HEVV, Dr. Rodrigo Alves Tristão.

De acordo o especialista, a ideia do hospital em produzir conteúdo on-line, tais como lives sobre saúde masculina, foi uma excelente estratégia para aprofundar o tema entre os pacientes.

“A conscientização é fundamental para o diagnóstico precoce, contribuindo com o aumento da taxa de cura e a redução da mortalidade. O câncer de próstata corresponde ao câncer mais prevalente na população masculina, excluindo os casos de câncer de pele não melanoma, e tem grande impacto na saúde pública e privada do país. É a segunda causa de mortalidade entre as neoplasias que acometem os homens. Estima-se um número de óbitos de 15 mil homens anualmente no Brasil”, aponta.

A recomendação é de que os homens, a partir de 50 anos, procurem um urologista para avaliação, mesmo sem a presença de sintomas. Aqueles que fazem parte do grupo de risco, negros e/ou com histórico familiar de câncer de próstata, precisam de orientação médica a partir dos 45 anos. O especialista ainda faz um alerta sobre as possíveis complicações no quadro de saúde dos pacientes em tratamento contra o câncer e que foram infectados pelo coronavírus.

“Pessoas com câncer que estejam em tratamentos de quimioterapia ou radioterapia, tenham feito cirurgia há menos de um mês ou que utilizem medicamentos imunossupressores fazem parte do grupo de risco e podem desenvolver complicações graves se forem contaminadas”.

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